No aniversário de 50 anos, Apple volta a brincar com cores vivas com MacBook Neo
O que é o MacBook Neo?
O lançamento do MacBook Neo reforçou como a autoexpressão ainda domina iniciativas de compra e senso de pertencimento. Ainda que o padrão do futuro tenha se associado a tonalidades neutras e designs pouco extravagantes, gerações persistiram ao movimento adotando técnicas de personalização; agora, empresas do ramo começaram a voltar seus olhares para uma entrega que abraça a tendência da individualidade.
No ano em que completa 50 anos de existência, a Apple resolveu abraçar o vibrante não somente como tonalidade, mas como conceito. É quase uma ode à estética ligada ao MacBook e perpetuada no entretenimento há décadas, além de um sinal de que a indústria consegue se desapegar da neutralidade e voltar à época em que inovações tecnológicas eram vistas como diversão, como quando a Apple lançou o iMac G3 em tons translúcidos chamados de mirtilo, uva, tangerina, limão e morango.
O que é o MacBook Neo?
O produto chamativo chega com carcaça de alumínio em quatro cores: prateado, blush, amarelo-cítrico e índigo. Custando a partir de R$ 7.299,00, é o notebook mais barato já lançado pela Apple. Uma entrada inédita para uma marca que, por anos, flertou quase exclusivamente com o público premium. A Apple optou pelo chip A18 Pro, o mesmo utilizado no iPhone 16 Pro, para manter os custos acessíveis sem abrir mão do desempenho. A tela é uma Liquid Retina de 13 polegadas e o aparelho pesa apenas 1,23 kg. O teclado Magic Keyboard também vem na cor do computador, criando uma estética uniforme.
Conforme a empresa, o Neo consegue realizar tarefas além do básico, como edição de imagens RAW e vídeos curtos em 4K; a tela, embora não esteja no mesmo nível dos modelos mais caros da maçã, é nítida e brilhante o suficiente para atender às expectativas na maioria das salas de aula e cafeterias. Os que já testaram o aparelho disseram que não apresenta a potência de um MacBook Pro, mas que é uma opção tentadora para um aparelho com menos demandas.
Nostalgia como tendência
Por muito tempo, a ideia dominante no mercado de computadores era a de que um notebook precisava ser discreto, sóbrio, de preferência prata ou preto. Funcional acima de tudo. A cor era um detalhe menor, quase uma frivolidade. Essa lógica ignora algo bastante humano: as pessoas querem que seus objetos reflitam quem elas são.
A própria estratégia de divulgação da Apple especifica muito bem o público-alvo desejado: planos de fundo coloridos, artes feitas a partir de colagens e quartos extremamente decorados, jogos em destaque e o destaque para "cores lindas" deixam claro com quem a maçã quer se encaixar. Se o MacBook Neo tivesse sido lançado em 1998, ele provavelmente seria o escolhido para Carrie Bradshaw, interpretada por Sarah Jessica Parker no universo de Sex and the City, ao invés do Apple Powerbook G3.
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O timing do lançamento não é coincidência. A estética retrô, ou Y2K, domina o TikTok, o Instagram e as araras das lojas de roupa voltadas para todos os grupos etários. Para a geração Z, abraçar o passado representa autenticidade, diversão e experimentalismo. Grande parte dessa estética foi moldada pela tecnologia da época, abraçada pelo lançamento do translúcido e futurístico iMac G3, conforme dito anteriormente.
Claro, o MacBook Neo não é translúcido e nem se assemelha a iMac G3, mas é o produto mais colorido e acessível que a empresa lança em muitos anos. Algo similar já foi feito na linha iPhone: em 2013, o modelo iPhone 5C chegou com tonalidades neon de vermelho, azul, amarelo e verde, buscando ser uma versão mais acessível do iPhone 5.
A ideia de aparelhos diferentes e menos custosos do que os principais permeia a divisão de smartphones, mas o destaque é sempre direcionado para os produtos mais sóbrios. No caso do iPhone 17 Pro, por exemplo, usuários que adquiriram a versão mais poderosa na cor prata adotaram a personalização do espaço da câmera para se ajustarem ao movimento de autoexpressão, sem optar por uma versão inferior que tenha cores mais agradáveis aos olhos. Assim, o MacBook Neo destaca como uma estratégia interessante como produto principal.
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