Novo CEO da Disney quer conectar parques e streaming pelo Disney+
A Disney quer transformar o Disney+ no principal ponto de contato entre a companhia e seus consumidores. A estratégia foi apresentada pelo CEO Josh D’Amaro durante a conferência de resultados trimestrais da empresa nesta quarta-feira, 6.
Segundo o executivo, o streaming deixará de funcionar apenas como plataforma de vídeo sob demanda e passará a integrar diferentes áreas da companhia, incluindo esportes, games, comércio digital e experiências presenciais. “O Disney+ se torna a principal relação entre a Disney e seus fãs, o lugar onde tudo se junta”, afirmou D’Amaro.
O CEO assumiu o comando da Disney em março deste ano após liderar a divisão de parques temáticos. Durante a apresentação, ele comparou o papel do Disney+ ao dos parques dentro da estrutura da empresa. “Nossos parques são essencialmente o centro físico da companhia. Da mesma forma, estamos construindo o Disney+ para servir como o centro digital imersivo e interativo da empresa”, disse.
Segundo D’Amaro, os diferentes segmentos da Disney devem operar de maneira mais integrada nos próximos anos.
O executivo destacou que milhões de assinantes do Disney+ não frequentam regularmente os parques temáticos da empresa. Para ele, existe uma oportunidade de ampliar o relacionamento direto com esse público. “Faremos isso por meio de uma experiência Disney muito mais conectada”, explicou.
D’Amaro afirmou que “será uma experiência mais conectada para os fãs, e usaremos tecnologia como aceleradora.”
Disney quer reduzir cancelamentos
Segundo D’Amaro, diminuir a saída de usuários pode representar uma das principais oportunidades de crescimento da companhia. “Aumentar o engajamento para reduzir o churn do Disney+ pode ser a oportunidade mais significativa que temos”, disse.
O executivo disse ainda que toda a organização foi orientada a priorizar esse objetivo. A estratégia amplia um plano já apresentado pelo ex-CEO Bob Iger em 2025. Na ocasião, Iger descreveu o Disney+ como “um portal para tudo da Disney.”
O projeto inclui expansão para áreas como jogos, comércio digital e ferramentas de inteligência artificial para a criação de conteúdo por usuários. Segundo D’Amaro, mudanças recentes na interface e nos sistemas de personalização do Disney+ já começaram a aumentar o engajamento dentro da plataforma.
Primeiros resultados
A Walt Disney Company reportou receita de US$ 25,17 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em 28 de março, um avanço de 7% na comparação anual e acima das projeções de Wall Street.
O principal vetor de expansão veio do streaming. A receita combinada de Disney+ e Hulu cresceu 13%, para US$ 5,49 bilhões, impulsionada por reajustes de preços implementados no fim de 2025.
A divisão de parques, cruzeiros e produtos de consumo também contribuiu. A unidade Experiences registrou US$ 9,5 bilhões em receita, alta de 7% e nível recorde para um segundo trimestre fiscal, sustentada pela demanda doméstica nos parques e pela diversificação de receitas com produtos licenciados.
No segmento esportivo, a ESPN gerou US$ 4,61 bilhões, avanço de 6%, apoiado por maiores receitas de assinaturas e afiliadas, apesar de uma leve queda nas vendas de publicidade.
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