Novo presidente do Fed tem pelo menos 30 investimentos em cripto: confira a carteira

Por Ricardo Bomfim 22 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Novo presidente do Fed tem pelo menos 30 investimentos em cripto: confira a carteira

Kevin Warsh, economista indicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve (Fed), será sabatinado pelo Senado dos EUA nesta terça-feira, 20. E já está chamando a atenção a carteira de investimentos de Warsh, que envolve pelo menos 20 produtos ligados a criptoativos.

Warsh possui ativos combinados de aproximadamente US$ 192 milhões junto com a esposa e, entre contas de poupança em bancos, fundos de investimento e ações, o próximo presidente do banco central americano possui uma quantidade não desprezível de investimentos em projetos do setor cripto.

De criptomoedas, a exemplo da solana até protocolos de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês) fora do radar da maioria dos investidores, o economista mostra que é bastante familiarizado com os ativos digitais.

Tudo isso enquanto também possui uma série de aportes em empresas de inteligência artificial.

Confira os 30 investimentos ligados a cripto de Warsh

O economista também coleciona declarações sobre os criptoativos e o bitcoin. Em 2015, por exemplo, ele disse que o BTC poderia trazer “disciplina ao mercado” e dizer ao mundo que “as coisas precisam ser consertadas”.

Warsh disse, na época, que o bitcoin não o deixava nervoso e que poderia ser utilizado pelos políticos como termômetro do que estão fazendo certo ou errado. Seria assim, um disciplinador da política fiscal e monetária, com uma demanda crescente quando há percepção de que o governo está imprimindo muito dinheiro.

Apesar disso, ele disse categoricamente que o BTC não é um substituto para o dólar. As stablecoins privadas também, na opinião do indicado por Trump, não seriam confiáveis como representantes da moeda soberana dos EUA.

Warsh defendeu, por outro lado, as moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês) ao tratar da CBDC desenvolvida pela China. “O Tesouro e o Fed deveriam parar de jogar um jogo lento enquanto a China constrói uma nova arquitetura digital monetária e financeira”, escreveu o economista em artigo para o Wall Street Journal.

Apesar de elogiar a iniciativa chinesa, o economista deixou claro que o modelo de CBDC para os EUA seria o de um dólar digital apenas para o atacado, como era a ideia do Drex brasileiro. A justificativa é que se o Fed intermediasse pagamentos no varejo estaria indo contra o princípio americano de não-intervenção estatal.

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