O ativo mais valioso da CazéTV que não é o direito de transmissão

Por Vanessa Loiola 13 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O ativo mais valioso da CazéTV que não é o direito de transmissão

A CazéTV se tornou um dos principais casos de crescimento da mídia brasileira ao transformar audiência digital em um negócio capaz de disputar espaço com grupos tradicionais de comunicação. O projeto liderado por Casimiro Miguel, em parceria com Sérgio Lopes e Edgar Diniz, cresceu rapidamente a partir das transmissões esportivas e se consolidou como uma das marcas mais relevantes da Copa do Mundo de 2026.

Os bastidores dessa trajetória foram detalhados por Lucas Amorim, diretor de redação da Exame, durante participação em um podcast da ACE Ventures. Na conversa, o jornalista explicou como a combinação entre influência digital, estratégia empresarial e mudanças no mercado permitiu a construção de uma operação que hoje movimenta dezenas de milhões de reais.

A audiência veio antes do negócio

Segundo Amorim, o diferencial de Casimiro surgiu antes mesmo da criação da CazéTV. O influenciador já reunia uma comunidade altamente engajada em diferentes plataformas e conseguiu levar essa conexão para as transmissões esportivas.

Antes da Copa do Mundo de 2022, Casimiro já havia testado esse modelo em transmissões do Campeonato Brasileiro. Um dos exemplos citados por Amorim foi uma partida entre Athletico Paranaense e Vasco que reuniu cerca de 40 mil assinantes pagantes em uma experiência considerada pioneira para o mercado.

A união entre influência e gestão

Na conversa, Amorim destacou que o crescimento da empresa não pode ser explicado apenas pela popularidade de Casimiro. Segundo ele, a estrutura criada por Sérgio Lopes e Edgar Diniz, fundadores da LiveMode e ex-executivos do Esporte Interativo, foi fundamental para transformar audiência em negócio.

"Os personagens principais são esses dois executivos com muita experiência em negociação de direitos esportivos [...] e o Casimiro Miguel", afirmou. Dessa forma, a combinação entre conteúdo, distribuição digital e experiência na negociação de direitos esportivos permitiu que a operação crescesse rapidamente após a Copa do Mundo do Catar.

Um modelo que chamou atenção do mercado

Para Amorim, a CazéTV também encontrou uma forma diferente de gerar receita. Em vez de depender apenas da audiência, a empresa passou a oferecer aos patrocinadores ferramentas que combinavam alcance, engajamento e conversão.

O modelo permitia que marcas interagissem com o público durante as transmissões e direcionassem espectadores para promoções, produtos e serviços em tempo real.

Na visão de Amorim, essa capacidade de engajamento ajudou a transformar a operação em um dos ativos mais valiosos do mercado de mídia esportiva. "A qualidade da conexão com o público e a capacidade de gerar engajamento passaram a ter um peso tão importante quanto os números absolutos.", afirmou o jornalista.

O crescimento após a Copa do Mundo

O sucesso obtido durante a Copa de 2022 acelerou a expansão do negócio. A empresa ampliou seu portfólio de direitos esportivos, fortaleceu a presença em diferentes plataformas e passou a explorar novas frentes comerciais.

Segundo Amorim, o resultado foi a criação de uma companhia que ultrapassou o universo das transmissões e passou a construir um ecossistema próprio de conteúdo, publicidade e relacionamento com torcedores.

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