O barril do petróleo vai voltar a valer menos de US$ 100?
Mesmo em um movimento de queda de 0,68%, a referência internacional de preços para o petróleo opera acima dos US$ 100 por barril na manhã desta quinta-feira, 21, sem saber quando chegará ao fim a guerra no Irã.
Na véspera, os preços haviam despencado cerca de 5,6% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatar que as conversas com Teerã estavam em sua "fase final".
O Brent chegou ao menor nível em mais de uma semana e o West Texas Intermediate (WTI) fechou abaixo de US$ 100 pela primeira vez em dez dias.
No início do pregão, o Brent subia 0,4%, a US$ 105,42 o barril, e o WTI avançava 0,5%, a US$ 98,76, mas, por volta das 6h50 (horário de Brasília), o primeiro caía 0,68%, a US$ 104,38, e o segundo -0,48%, a US$ 97,79.
Ormuz precisa retomar capacidade
Enquanto o Estreito de Ormuz não voltar a funcionar normalmente, o prêmio de risco não vai a lugar nenhum. Ele respondia pelo escoamento de 20% do consumo global de petróleo e gás, mas agora segue praticamente fechado.
O Irã anunciou na quarta-feira, 20, a criação da chamada "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico" e declarou que a região passará a operar como uma "zona marítima controlada", segundo informações reportadas pela Reuters.
Um cessar-fogo que não resolveu tudo
O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã. Um cessar-fogo foi firmado em abril e a maior parte dos combates cessou desde então, mas está longe do normal.
O Irã segue limitando o tráfego por Ormuz enquanto os EUA mantêm bloqueio à sua costa. A notícia de que três superpetroleiros conseguiram atravessar o Estreito até animou momentaneamente, porém não mudou o quadro.
Trump sinalizou que pode esperar "alguns dias" pelas respostas certas de Teerã, mas deixou aberta a possibilidade de retomar os ataques caso as negociações não evoluam.
Do lado iraniano, o governo disse que ainda está analisando as propostas estadunidenses e fez novos alertas contra ataques adicionais.
Reservas em ritmo acelerado de uso
A interrupção no fornecimento do Oriente Médio forçou países a recorrer às suas reservas estratégicas e comerciais em um ritmo preocupante.
Só na semana passada, os EUA retiraram quase dez milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo, o maior volume retirado em uma semana na história do programa, conforme a Agência de Informação de Energia por lá.
Os estoques comerciais de petróleo bruto e gasolina também recuaram. Esse esgotamento acelerado das reservas acende um sinal de alerta, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: