O barril do petróleo vai voltar a valer menos de US$ 100?

Por Ana Luiza Serrão 21 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O barril do petróleo vai voltar a valer menos de US$ 100?

Mesmo em um movimento de queda de 0,68%, a referência internacional de preços para o petróleo opera acima dos US$ 100 por barril na manhã desta quinta-feira, 21, sem saber quando chegará ao fim a guerra no Irã.

Na véspera, os preços haviam despencado cerca de 5,6% após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relatar que as conversas com Teerã estavam em sua "fase final".

O Brent chegou ao menor nível em mais de uma semana e o West Texas Intermediate (WTI) fechou abaixo de US$ 100 pela primeira vez em dez dias.

No início do pregão, o Brent subia 0,4%, a US$ 105,42 o barril, e o WTI avançava 0,5%, a US$ 98,76, mas, por volta das 6h50 (horário de Brasília), o primeiro caía 0,68%, a US$ 104,38, e o segundo -0,48%, a US$ 97,79.

Ormuz precisa retomar capacidade

Enquanto o Estreito de Ormuz não voltar a funcionar normalmente, o prêmio de risco não vai a lugar nenhum. Ele respondia pelo escoamento de 20% do consumo global de petróleo e gás, mas agora segue praticamente fechado.

O Irã anunciou na quarta-feira, 20, a criação da chamada "Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico" e declarou que a região passará a operar como uma "zona marítima controlada", segundo informações reportadas pela Reuters.

Um cessar-fogo que não resolveu tudo

O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã. Um cessar-fogo foi firmado em abril e a maior parte dos combates cessou desde então, mas está longe do normal.

O Irã segue limitando o tráfego por Ormuz enquanto os EUA mantêm bloqueio à sua costa. A notícia de que três superpetroleiros conseguiram atravessar o Estreito até animou momentaneamente, porém não mudou o quadro.

Trump sinalizou que pode esperar "alguns dias" pelas respostas certas de Teerã, mas deixou aberta a possibilidade de retomar os ataques caso as negociações não evoluam.

Do lado iraniano, o governo disse que ainda está analisando as propostas estadunidenses e fez novos alertas contra ataques adicionais.

Reservas em ritmo acelerado de uso

A interrupção no fornecimento do Oriente Médio forçou países a recorrer às suas reservas estratégicas e comerciais em um ritmo preocupante.

Só na semana passada, os EUA retiraram quase dez milhões de barris de sua Reserva Estratégica de Petróleo, o maior volume retirado em uma semana na história do programa, conforme a Agência de Informação de Energia por lá.

Os estoques comerciais de petróleo bruto e gasolina também recuaram. Esse esgotamento acelerado das reservas acende um sinal de alerta, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

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