O Brasil vende armas para quem? Um mapa da indústria bélica brasileira
Em 2025, a indústria de defesa brasileira ultrapassou recordes históricos. Segundo o Ministério da Defesa, o país faturou no ano passado US$ 3,1 bilhões em autorizações para exportações de produtos e serviços – uma cifra 74% maior em relação ao ano anterior.
Uma “indústria fantasma” raramente considerada pelo público, a indústria armamentista brasileira exporta equipamentos de alta qualidade para todo o mundo, inclusive para potências já estabelecidas como a Alemanha e os Estados Unidos.
A maior exportadora desse setor é a empresa aeroespacial Embraer, cujo avião Super Tucano é amplamente utilizado em treinamentos e em operações de baixo risco no mundo todo, armado com mísseis de precisão também brasileiros, como o MAA-1A Piranha.
Além da aeronáutica, sistemas de armas brasileiros e suas munições nos colocam entre os maiores produtores globais de pequenas armas e munições constantemente por duas décadas.
Somados todos os setores da indústria bélica brasileira – sejam exportações de aeronaves, munições, armas pequenas e leves, entre outros – o setor fatura cerca de US$ 60 bilhões anualmente, segundo dados do think tank brasileiro Instituto Igarapé.
Para onde vão nossos equipamentos e como eles são utilizados?
Revólveres da fabricante de armas brasileira Taurus (Ethan Miller/GettyImages) (Ethan Miller/Getty Images)
Atualmente, o Brasil exporta armamentos em diversas formas para a Alemanha, Bulgária, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Portugal, que formam os 5 principais importadores de produtos bélicos brasileiros, segundo a Defesa. A pasta também aponta que a chamada Base Industrial de Defesa (BID) comercializa produtos para 140 países em todos os continentes, com 80 empresas exportadoras.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: