O mel é o novo ingrediente queridinho do skincare
O mel nunca saiu completamente das prateleiras de beleza. Mas, nos últimos meses, ganhou uma nova geração de marcas dedicadas exclusivamente ao ingrediente, atenção de esteticistas de celebridades em Nova York e Los Angeles, e espaço em spas de hotéis cult, como o Hotel Chelsea. A explicação, segundo dermatologistas e especialistas, é uma reação direta ao excesso de rotinas agressivas.
"Com todas essas rotinas de dez passos, esfoliações e tratamentos estéticos, as pessoas realmente desgastaram a pele", disse Jenn Krouse, fundadora da Aunu, em entrevista ao Wall Street Journal. A Activist, outra marca focada em mel Mānuka, foi cofundada por Gabrielle Mirkin, que cresceu na Nova Zelândia usando o ingrediente como remédio caseiro para praticamente tudo, de dor de garganta a feridas na pele.
O apelo do mel no skincare não é novo. Cleópatra, segundo registros históricos, banhava-se em leite de burra e mel para suavizar a pele. O ingrediente funciona como humectante, atraindo umidade para a pele, e tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes comprovadas. O mel Mānuka, nativo da Nova Zelândia e de partes da Austrália, se destaca dos demais por conter níveis mais altos de metilglioxal, composto com ação antimicrobiana especialmente eficaz em peles com acne e em cicatrização.
"O Mānuka ocupa uma categoria rara, em que um ingrediente natural se comporta como um ativo clínico, oferecendo benefícios antimicrobianos, anti-inflamatórios e de reparação da barreira cutânea em uma única etapa", disse Cali Strauhs, esteticista em Manhattan, ao Wall Street Journal. A atividade antibacteriana do Mānuka é cerca de cem vezes mais potente do que a de qualquer outro mel, segundo Krouse.
O Aunu Mānuka Essence, a US$ 110, é um dos produtos mais citados por esteticistas e já está disponível em spas cult como o do Hotel Chelsea, em Nova York (Divulgação/Aunu Beauty)
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Entre os produtos que já chegaram ao mercado, o Aunu Mānuka Essence, a US$ 110, e o Activist Mānuka Honey Mask, a US$ 75, são os mais citados por especialistas. A Guerlain tem o Abeille Royale Youth Watery Oil Serum, a US$ 160, feito com mel de uma raça rara de abelhas negras da Bretanha. A Gisou, da influenciadora Negin Mirsalehi, tem um lip oil com mel e ácido hialurônico a US$ 28 na Sephora.
O movimento chega num momento em que o mercado de skincare busca alternativas ao ciclo de ativos agressivos que dominou os últimos anos, de retinol em alta concentração a ácidos combinados em rotinas extensas. O mel, ao contrário, hidrata sem obstruir os poros, acalma sem irritar e tem mecanismo de ação bem documentado. Para marcas como Guerlain, que já trabalha com mel de abelhas pretas da Bretanha na linha Abeille Royale há anos, o momento confirma uma aposta antiga. Para marcas novas como Aunu e Activist, é a janela de entrada num mercado que busca eficácia.
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