O motivo número 1 que as empresas usam para demitir em massa, segundo estudo
Os empregadores norte-americanos anunciaram quase 100 mil cortes de empregos em maio de 2026, de acordo com dados da empresa de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas. Esse é o maior número desde maio de 2020, no início da pandemia de Covid-19, e o terceiro mês consecutivo de aumento nas demissões.
A inteligência artificial apareceu como o principal motivo para cortar empregos. De acordo com o relatório, a IA foi citada como a razão número um em cerca de 40% dos cortes anunciados em maio. E esse argumento vem ganhando força. No acumulado de 2025, 54 mil cortes foram atribuídos ao avanço da tecnologia no setor corporativo; enquanto isso, apenas nos primeiros cinco meses de 2026, já são quase 90 mil.
“A IA é agora a principal razão que as empresas dão para cortar empregos”, disse Andy Challenger, diretor de receita da Challenger, Gray & Christmas em entrevista à CNBC Make It.
“Mas isso não significa que seja hora de entrar em pânico”, ponderou Daniel Keum, professor associado de gestão da Columbia Business School.
Esse cenário, na visão de especialistas, é uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que a IA pode levar a cortes, ela também é responsável por criar inúmeras vagas. O Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA informou que a folha de pagamento americana aumentou em 172 mil vagas em maio – mais que o dobro da estimativa de 80 mil vagas feita pelo índice Dow Jones. No Brasil, a demanda por profissionais com conhecimento em IA cresceu 65%, segundo o Infojobs.
“Algumas empresas podem estar usando a IA como ‘bode expiatório’ para justificar demissões”, disse Fabian Stephany, professor assistente de IA e Pesquisa no Instituto de Internet de Oxford, à CNBC em outubro deste ano. “Estou cético quanto ao fato de as demissões que vemos atualmente serem resultado de ganhos de eficiência.”
A IA está redesenhando o mercado de trabalho — e quem sair na frente vai ditar as regras. O Pré-MBA em Inteligência Artificial da EXAME e Saint Paul prepara você para liderar essa transformação. Garanta sua vaga.
É por isso que os especialistas não pensam duas vezes ao recomendar a capacitação no tema. “Vivemos uma janela de oportunidade”, afirma Miguel Lannes Fernandes, coordenador do MBA em Inteligência Artificial da EXAME e Saint Paul. “Quem aprende agora, pode se tornar referência, porque em poucos anos o uso de IA será tão comum quanto usar um computador. Deixará de ser diferencial e passará a ser requisito.”
O que os dados mostram, portanto, é que a inteligência artificial está redesenhando (e não necessariamente eliminando) as vagas abertas no mercado de trabalho. Entre cortes e novas contratações, o saldo ainda é positivo, e a maior oportunidade pode estar justamente neste momento de transição. Lannes defende que, para quem se capacita agora, o cenário é menos de ameaça e mais de vantagem. “Aprender a usar a tecnologia hoje é o caminho mais direto para continuar relevante amanhã”, diz.
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