O novo Apple Watch? Usuários gastam até US$ 10 mil para 'esconder' o anel Oura

Por Marina Semensato 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O novo Apple Watch? Usuários gastam até US$ 10 mil para 'esconder' o anel Oura

O anel inteligente da Oura, voltado ao monitoramento de saúde, está ganhando um "glow-up". Para fugir do visual mais básico, usuários têm desembolsado milhares de dólares em adaptações feitas por joalherias — às vezes até mais caras que o próprio dispositivo.

Apesar de serem adeptos da tecnologia, nem todos os usuários gostam da aparência mais básica do anel. É o caso de Dawn McKenna, CEO de uma imobiliária de alto padrão em Chicago. "Sou muito vaidosa. Acho essa coisa tão feia que não consigo usar", disse ao Business Insider. Como ela ainda queria dar uma chance ao dispositivo recomendado pelos amigos, a solução foi comprar um revestimento em ouro com diamantes para encaixar sobre o anel. A peça custa US$ 6.495.

Esse tipo de adaptação passou a aparecer com mais frequência. Joalherias nos Estados Unidos relatam aumento de pedidos por versões personalizadas do anel, com algumas dessas peças perto de US$ 10 mil.

A questão é estética

O Oura existe desde 2015 e ficou mais popular nos últimos anos, com a promessa de acompanhar dados de saúde de forma discreta. O produto evoluiu — hoje é feito de titânio e tem versões mais refinadas —, mas ainda não atende a todos quanto à estética.

"Ele é muito funcional e pouco elegante", disse Neil Saunders, da GlobalData, ao BI. Como os acessórios fazem parte do estilo dos clientes, é natural que eles procurem por opções que façam sentido e não distoem da imagem que querem passar.

As mais recentes customizações incluem cobrir o anel original e o transformá-lo em algo mais próximo de um acessório tradicional. Ele fica maior, já que é um revestimento, mas com uma aparência mais próxima à de uma peça de moda, sem abrir mão da tecnologia.

É algo semelhante ao que aconteceu com o Apple Watch, que ganhou pulseiras de marcas de moda logo depois de se popularizar.

Um novo mercado no horizonte?

A joalheira Vivian Grimes, da Henri Noël, começou a produzir essas peças depois de receber pedidos de clientes. Publicou os primeiros modelos nas redes sociais e, desde então, diz que a procura não parou de crescer. Já são dezenas de encomendas.

"Eles querem algo que combine com o que usam no dia a dia", afirmou ao Business Insider.

O crescimento do Oura ajuda a explicar o interesse. A empresa disse que deve alcançar US$ 1 bilhão em receita em 2025 e espera chegar a US$ 1,5 bilhão em 2026.

Outras designers seguiram o mesmo caminho. Octavia Zamagias, de Los Angeles, percebeu a demanda ao notar que muitas clientes usavam o anel, mas não estavam satisfeitas com a aparência. "Para mim, ele é um pouco chamativo. Colocar diamantes resolveu isso", disse.

Jenya Srour, da 24kt Concierge, teve uma reação parecida quando comprou o dispositivo. "Eu queria acompanhar meu bem-estar, mas pensava: isso precisa ser mais bonito", afirmou. Ela passou a vender versões próprias, a partir de US$ 2.680.

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