O novo luxo é o tempo: como o brasileiro redefiniu o jeito de viajar

Por Ivan Padilla 27 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O novo luxo é o tempo: como o brasileiro redefiniu o jeito de viajar

Viajamos por diferentes motivos.

Na maior parte das vezes, trata-se de um ato associado ao prazer. Mudar de ares traz momentos de descanso necessários. Em outros casos, representa uma pausa para reorganizar decisões por vezes grandes demais para serem tomadas na correria do dia a dia. Em um mundo conectado e multicanal, de agendas cada vez mais apertadas, mudar de paisagem ajuda a reorganizar prioridades.

Seja qual for o motivo, o fato é que as pessoas têm viajado cada vez mais. Em 2025, o Brasil recebeu mais de 9,3 milhões de turistas estrangeiros, fluxo que equivale a 3.000 voos internacionais e um aumento de 37% em relação ao ano anterior. Foi um recorde no setor, o ano em que recebemos mais visitantes. O dado fala de volume, mas sobretudo de confiança: o país voltou a figurar no radar global.

O brasileiro também tem se movimentado, dentro e fora das fronteiras. Entramos em 2026 com um turismo aquecido, mais estruturado e atento a novos perfis de viajantes. Nesse contexto, entender como as pessoas querem viajar se tornou tão importante quanto saber para onde vão. Uma pesquisa recente do site de buscas de viagens Kayak ajuda a entender os novos hábitos.

O perfil do viajante moderno: menos roteiro, mais propósito

O levantamento aponta um viajante menos interessado em roteiros engessados e mais atento à experiência como um todo. Viagens com propósito, estadias mais longas, escolhas guiadas por bem-estar, gastronomia local e conexão cultural aparecem com força. O luxo, quando existe, não está no excesso, mas no controle do tempo e na personalização.

A pesquisa identificou, ainda, tendências como o crescimento de viagens focadas em descanso real, e não apenas em deslocamento, o interesse por destinos menos óbvios e a busca por experiências que combinem lazer com aprendizado ou reconexão pessoal.

Há também um movimento claro de planejamento mais consciente, com decisões tomadas com antecedência, mas abertas a ajustes, e uma relação mais madura com a tecnologia, usada para facilitar, não para acelerar.

O valor do tempo e as "escapadas" estratégicas

Outro movimento relevante é a valorização do tempo. Viagens mais curtas, porém mais frequentes, entram no radar de quem tenta equilibrar compromissos profissionais com prazer. O conceito de “escapadas” — para resorts, destinos de natureza ou cidades médias — se fortalece, assim como a escolha por estruturas que concentram lazer, gastronomia e descanso em um só endereço. Há também maior atenção ao custo-benefício emocional: gastar melhor, não necessariamente menos.

Todas essas tendências foram mapeadas com base em uma pesquisa online com 1.543 participantes das gerações Z e millennial, residentes no Brasil, que viajaram nos últimos dois anos e planejam se deslocar novamente.

Essas mudanças de comportamento ajudam a explicar por que alguns grupos de turismo vêm ganhando protagonismo ao apostarem menos em volume e mais em experiência integrada. É o caso da Aviva, plataforma brasileira de turismo e entretenimento responsável por dois dos maiores complexos de lazer do país. Em Goiás, o Rio Quente Resorts se consolidou como referência em turismo de natureza ao redor de suas águas naturalmente quentes, com hotéis integrados ao Cerrado e acesso ao Hot Park, um dos parques aquáticos mais visitados da América Latina. Na Bahia, a Costa do Sauípe oferece opções de hotéis all-inclusive à beira-mar – Brisa Grand Premium, Sol Grand Premium, Hotel Terra e Hotel Mar

Viajar continua sendo desejo — mas é, cada vez mais, decisão pensada. Para quem lidera empresas, equipes e projetos, o deslocamento virou parte do repertório,  um tempo fora que ajuda a voltar melhor. Acompanhe nas páginas a seguir alguns roteiros para sua próxima viagem. E boas férias!

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