O que Anitta, Beyoncé e David Bowie têm em comum além da música, segundo a psicologia
No cenário musical, nomes como Anitta, Beyoncé e David Bowie compartilham uma estratégia que transcende os palcos: o uso de alter egos. A cantora brasileira transita entre Larissa, sua identidade real voltada aos bastidores e à gestão de negócios, e Anitta, a voz que conquistou o pop nacional e internacional.
Assim como Sasha Fierce permitiu que Beyoncé dominasse os palcos no início da carreira solo, enquanto Ziggy Stardust – uma persona de estrela do rock alienígena – redefiniu a trajetória de Bowie ao consolidá-lo como um ícone de inovação visual e musical nos anos 1970.
O mecanismo psicológico também pode ser aplicado ao ambiente corporativo e ao cotidiano para gerenciar a ansiedade. A psicoterapeuta Amy Morin, em análise publicada no portal CNBC Make It, esclarece que a adoção de uma persona serve como uma ferramenta de autorreconhecimento e proteção.
Segundo a especialista, a prática se baseia no "autodistanciamento", um conceito que consiste em criar um espaço entre o indivíduo e os próprios pensamentos ansiosos, o que permite maior foco na execução de tarefas sob pressão.
A ciência por trás do ‘personagem’
A psicóloga explica que usar um codinome ou personagem muda a maneira como o cérebro reage durante momentos de estresse.
Quando o profissional cria um personagem e se distancia de si mesmo, a atividade cerebral sai das áreas da reatividade emocional (que causam medo de julgamento e nervosismo) e vai direto para o córtex pré-frontal. Essa região controla o pensamento lógico, o planejamento e a tomada de decisões.
Em outras palavras, essa mudança reduz os pensamentos intrusivos e impede que a preocupação com erros tire o foco do trabalho. Segundo a especialista, essa é uma estratégia que funciona melhor do que tentar se convencer a não ficar nervoso.
Ferramenta contra a insegurança
A criação de um alter ego não é uma falsificação da identidade ou fuga da realidade. reforçar as habilidades e qualidades que a própria pessoa já tem, mas que acabam escondidas pela insegurança ou pelo medo de não ser bom o suficiente.
A indicação da psicoterapeuta é usar o método em situações que exigem alta performance, como falar em público ou ao palestrar, reuniões decisivas ou negociações de aumentos e promoções.
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