O que é fibromialgia? Entenda doença crônica de Carol Castro

Por Maria Eduarda Lameza 27 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O que é fibromialgia? Entenda doença crônica de Carol Castro

A atriz Carol Castro, de 41 anos, afirmou nesta quinta-feira, 26, no programa Encontro, da TV Globo, que demorou a descobrir que tinha fibromialgia por acreditar que os sintomas eram crises de sinusite.

“Antigamente, eu achava que era sinusite porque em mim é muito forte na cabeça e no pescoço", disse. “É como se o cérebro estivesse o tempo todo em alerta.”

Ela disse que o caminho até o diagnóstico foi longo, pois não existe exame específico capaz de identificar a doença. “Tem gente que nem conseguem levantar da cama. Tem muito julgamento das pessoas”, afirmou.

O que é fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores generalizadas, principalmente na musculatura, que duram mais de três meses e não apresentam evidências de inflamação nos locais doloridos.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira. De cada 10 pacientes, de 7 a 9 são mulheres, com maior incidência entre 30 e 50 anos.

Segundo a entidade, há uma alteração no sistema nervoso central que amplifica a percepção de dor. Situações que não causariam dor em outras pessoas podem provocar dor intensa em pacientes com fibromialgia.

Além da dor generalizada, os sintomas incluem fadiga, distúrbios do sono, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

Antes de Carol Castro, a cantora Lady Gaga também já havia compartilhado seu sofrimento com as dores crônicas da fibromialgia.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é clínico. Conforme a SBR e o Ministério da Saúde, não são necessários exames para comprovar a presença da doença. A avaliação é feita por meio de entrevista clínica e exame físico, com o objetivo de descartar outras condições com sintomas semelhantes.

A síndrome não tem cura. Apesar de não avançar ao longo dos anos, pode causar impacto significativo na qualidade de vida se não for tratada.

O tratamento é individualizado e pode incluir medicamentos, prática de exercícios físicos regulares, fisioterapia e terapias complementares. Segundo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, a atividade física é uma das medidas recomendadas.

O Ministério da Saúde destaca que o diagnóstico precoce contribui para melhorar a qualidade de vida e evitar limitações funcionais e que o acompanhamento está disponível no SUS.

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