O que o Brasil pode esperar do Marrocos? Último amistoso expõe forças e fraquezas
O empate por 1 a 1 contra a Noruega deixou sinais mistos para o Marrocos a poucos dias da estreia na Copa do Mundo. Se, por um lado, a equipe mostrou força ofensiva e intensidade nos minutos iniciais, por outro terminou a partida cercada de dúvidas após perder rendimento e sofrer com a pressão adversária na etapa final.
O duelo, realizado neste domingo, serviu como último teste dos marroquinos antes do confronto contra o Brasil, marcado para o próximo sábado, em Nova Jersey.
Um início de jogo para empolgar
Durante boa parte do primeiro tempo, o Marrocos confirmou por que chega ao Mundial cercado de expectativa. Com marcação agressiva e linhas adiantadas, a equipe dificultou a construção de jogo da Noruega e dominou as ações nos minutos iniciais.
A pressão surtiu efeito rapidamente. Recuperando bolas ainda no campo de ataque, os africanos criaram diversas oportunidades e abriram o placar com Brahim Diaz, principal referência técnica do setor ofensivo.
A movimentação constante de jogadores como Ounahi, Ezzalzouli e Saibari também chamou atenção. O quarteto ofensivo trocava posições com frequência e encontrava espaços para acelerar as jogadas, especialmente pelos lados do campo.
Torcida pode ser fator contra o Brasil
Além do desempenho dentro das quatro linhas, outro aspecto observado foi a presença maciça dos torcedores marroquinos.
A arquibancada transformou o amistoso praticamente em um jogo em casa, empurrando a equipe durante os momentos de maior intensidade. A expectativa é que o cenário se repita na Copa do Mundo, especialmente diante da Seleção Brasileira.
Administrar a pressão inicial e controlar o ambiente devem ser desafios importantes para a equipe de Carlo Ancelotti.
Queda física mudou a partida
O panorama do jogo começou a mudar ainda antes do intervalo. Com menos intensidade na marcação, o Marrocos passou a recuar suas linhas e permitiu que a Noruega tivesse mais posse de bola.
Mesmo assim, a equipe seguiu levando perigo em contra-ataques rápidos, principalmente pelo lado direito, onde a parceria entre Hakimi e Brahim Diaz apareceu diversas vezes.
O problema surgiu quando o desgaste físico começou a ficar evidente. Sem conseguir repetir a pressão dos minutos iniciais, os marroquinos passaram a conceder espaços no meio-campo e tiveram dificuldade para controlar as ações ofensivas dos europeus.
Espaços pelo centro preocupam
Na segunda etapa, a Noruega assumiu definitivamente o controle da partida. Com mais liberdade para trocar passes próximo à área adversária, os europeus encontraram espaços frequentes na região central do campo. A entrada da área se mostrou um setor vulnerável da defesa marroquina, permitindo finalizações e infiltrações perigosas.
Foi justamente por ali que surgiu o gol de empate. Aos 30 minutos do segundo tempo, Odegaard apareceu livre para concluir uma jogada construída por Oscar Bobb e deixar tudo igual no placar.
Após o empate, a sensação era de que a virada norueguesa estava mais próxima do que um novo gol marroquino.
O que o Brasil pode tirar do amistoso
Apesar de continuar sendo apontado como o principal rival do Brasil na fase de grupos, o Marrocos mostrou que também possui fragilidades que podem ser exploradas.
A equipe apresenta um ataque veloz, jogadores tecnicamente qualificados e uma pressão inicial capaz de incomodar qualquer adversário. Em compensação, sofre quando perde intensidade física e encontra dificuldades para proteger os espaços à frente da defesa.
Esses aspectos certamente entraram na análise da comissão técnica brasileira, que acompanhou o amistoso de perto antes da estreia da Seleção na Copa do Mundo.
O confronto entre Brasil e Marrocos acontece no próximo sábado, às 19h (de Brasília), pela primeira rodada do Grupo C.
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