O que são as manchas azuis que surgiram nas praias dos EUA?

Por Vanessa Loiola 30 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O que são as manchas azuis que surgiram nas praias dos EUA?

Manchas azuis intensas espalhadas pela areia chamaram a atenção em praias da costa oeste dos Estados Unidos. O fenômeno, registrado por moradores e turistas, ganhou repercussão nas redes sociais e levantou dúvidas sobre a origem dessas pequenas criaturas marinhas.

Os organismos pertencem à espécie Velella velella, conhecida como “veleiro do vento”. Apesar da semelhança com águas-vivas, eles fazem parte de um grupo mais próximo de corais e anêmonas, segundo o National Park Service (NPS).

Onde as manchas azuis foram registradas

Os registros ocorreram em diferentes pontos da Califórnia, como Jenner, Goleta, Baker Beach, Crissy Field, Ocean Beach, La Jolla e Coronado. Também houve aparições ao longo da costa do estado de Oregon.

Em muitos desses locais, milhares de exemplares surgiram ao mesmo tempo, formando manchas azuladas que cobriram trechos extensos da faixa de areia.

Como surgem?

A Velella velella tem corpo oval e achatado, com tamanho entre sete e dez centímetros. Sua principal característica é uma pequena “vela” transparente, que se projeta acima do corpo e permite o deslocamento com o vento.

Sem capacidade de locomoção ativa, esses organismos são transportados por correntes marítimas e ventos. Mudanças nos padrões climáticos, especialmente durante tempestades ou variações sazonais, podem empurrar grandes grupos para a costa simultaneamente.

De acordo com o Scripps Institution of Oceanography, esse deslocamento é imprevisível, embora seja mais frequente no fim da primavera e no início do outono.

Após encalharem, os organismos secam rapidamente, tornam-se quebradiços e perdem a coloração azul intensa. Com o tempo, passam a liberar odor forte, o que aumenta a percepção do fenômeno por quem frequenta as praias.

Segundo o NPS, encalhes em grande quantidade fazem parte do comportamento natural da espécie e não indicam desequilíbrio ambiental.

Há risco para humanos e animais?

Ainda de acordo com o National Park Service, as células urticantes da espécie raramente causam problemas em humanos. Ainda assim, a recomendação é evitar o contato direto com os organismos.

O principal alerta é para animais de estimação. A ingestão pode provocar vômitos, diarreia e outros problemas gastrointestinais, sobretudo em cães.

Fenômeno está ligado às condições do mar

Cientistas apontam que o encalhe em massa desses organismos está diretamente relacionado a fatores como ventos, correntes oceânicas e mudanças sazonais.

Embora não ocorra todos os anos, o fenômeno é considerado relativamente comum na costa oeste dos Estados Unidos, tornando-se mais visível quando grandes quantidades chegam à areia ao mesmo tempo.

Com o passar dos dias, a coloração azul desaparece, tornando os organismos quase imperceptíveis na areia.

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