O relógio que fez história retornou à Lua em 2026
A Artemis II completa sua primeira semana após o lançamento em 1º de abril e marca o retorno de uma missão tripulada ao entorno da Lua desde a Apollo 17, em 1972. A viagem, com duração prevista de 10 dias, não inclui pouso, mas leva quatro astronautas ao redor do satélite natural para validar sistemas e registrar dados.
A tripulação — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — deixou a órbita da Terra após dois dias de voo e seguiu em direção à Lua em uma trajetória de cerca de três dias. A aproximação começou no dia 6 de abril.
Após mais de 50 anos sem missões tripuladas ao redor da Lua, a NASA volta à órbita do satélite equipada com novas tecnologias e sistemas de ponta, mas a escolha de alguns equipamentos manteve o voto de confiança dado a meio século atrás: o relógio usado pelos astronautas.
Desta vez, o relógio utilizado não é o Speedmaster Professional, apelidado de Moonwatch, das Apollo, e sim uma evolução dessa linha. O escolhido foi o OMEGA Speedmaster X-33 2nd Generation, uma versão desenvolvida para uso operacional dentro da nave.
Os astronautas Reid Wiseman, Christina Koch, Victor Glover e Jeremy Hansen se despedem de familiares e amigos no Kennedy Space Center, na Flórida, antes do embarque na missão Artemis II, primeiro voo tripulado do programa lunar da Nasa em uma viagem de dez dias ao redor da Lua
Como é o relógio que acompanhou a volta humana à Lua
O X-33 combina ponteiros analógicos com um visor digital. A tela exibe o tempo decorrido da missão (MET), além de permitir a leitura de diferentes fusos e o uso de cronômetros e alarmes. O sinal sonoro chega a cerca de 80 decibéis, pensado para ser ouvido em ambientes ruidosos.
Omega Speedmaster X-33 Gen 2 (Reprodução/Omega)
A caixa tem pouco mais de 42 mm e é feita em titânio grau 2, que ajuda a reduzir o peso e resistir a variações de temperatura. O modelo também conta com vidro de safira e um conjunto de botões que facilita o acesso às funções durante o uso em voo.
A versão usada na Artemis II é a segunda geração, desenvolvida a partir do fim dos anos 1990 com participação de astronautas.
Diferente do Moonwatch das Apollo, o X-33 não é projetado para atividades fora da espaçonave. Seu uso é interno, como apoio às operações e ao controle do tempo durante a missão. Por isso, mesmo com versões mais recentes lançadas ao longo dos anos, o modelo segue como padrão entre astronautas.
Fora do ambiente espacial, o X-33 de segunda geração circula apenas no mercado de usados. No Brasil, exemplares completos costumam aparecer na faixa de R$ 13 mil a R$ 18 mil, com chances de ultrapassar esse valor considerando a importação.
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