Olimpíadas de Inverno: Lucas Pinheiro conquista ouro histórico para o Brasil
Lucas Pinheiro Braathen conquistou uma medalha de ouro inédita e histórica para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. A conquista veio na prova de slalom gigante neste sábado na pista de Stelvio Ski Centre. O brasileiro superou outros 81 competidores, incluindo o compatriota Giovanni Ongaro.
Foi também a primeira medalha na história para um atleta da América do Sul nos Jogos Olímpicos de Inverno.
Desempenho na fase inicial
Lucas liderou com folga a fase classificatória e tenta repetir — ou melhorar — o tempo inicial para conquistar o ouro. Foi seu sexto pódio desde que se naturalizou brasileiro.
Aos 25 anos, o atleta é vice-líder dos rankings de slalom e slalom gigante e soma cinco medalhas em mundiais desde 2025: um ouro no slalom e quatro pratas no slalom gigante. Ele ainda disputará outra chance de medalha na segunda-feira, quando competirá no slalom.
Filho de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas já havia participado dos Jogos Olímpicos de 2022 representando a Noruega, mas não conquistou medalhas. Após um desentendimento com a federação norueguesa, anunciou aposentadoria, mas voltou atrás em 2024, quando trocou de nacionalidade no esqui alpino e passou a representar o Brasil.
Por que Lucas trocou a delegação da Noruega pelo Brasil?
Nascido em Oslo, na Noruega, Braathen conquistou o título do slalom na temporada 2023 da Copa do Mundo de Esqui Alpino. Até então, competia pela Noruega, potência histórica nos esportes de inverno.
Em outubro de 2023, anunciou aposentadoria após desentendimentos com a Federação Norueguesa de Esqui relacionados a direitos de imagem. Cinco meses depois, confirmou o retorno às competições, agora defendendo o Brasil.
A mudança dividiu opiniões na Noruega. Braathen obteve liberação formal da federação norueguesa para se filiar à Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN).
Desde que passou a representar o Brasil, o atleta soma oito pódios em etapas da Copa do Mundo: um ouro, cinco pratas e dois bronzes. Na carreira, acumula seis ouros, nove pratas e cinco bronzes.
Braathen foi um dos porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura, realizada simultaneamente em Milão e Cortina d'Ampezzo.
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