OpenAI diz que Musk também defendia estrutura com fins lucrativos e queria controle da empresa
A defesa da OpenAI afirmou no julgamento movido por Elon Musk que o próprio bilionário defendia a transformação da empresa em uma estrutura com fins lucrativos nos primeiros anos da startup e tentou assumir controle majoritário da organização.
Segundo o advogado William Savitt, Musk chegou a escrever em e-mails que “talvez fosse melhor ter uma empresa tradicional com uma fundação paralela”, ainda no primeiro ano de operação da OpenAI como laboratório sem fins lucrativos.
A estratégia da defesa busca enfraquecer a principal acusação de Musk, que sustenta que Sam Altman e Greg Brockman traíram a missão original da empresa ao convertê-la em um negócio lucrativo.
Savitt também argumentou diante do júri que o processo seria, na prática, uma tentativa de prejudicar um concorrente direto da xAI, empresa de inteligência artificial criada por Musk.
A OpenAI afirma que, em 2017, os fundadores concluíram juntos que seria impossível sustentar os custos de computação da IA sem criar uma estrutura empresarial mais robusta.
Segundo a defesa, Musk participou de dezenas de reuniões sobre esse tema e nunca insistiu que a OpenAI deveria permanecer exclusivamente sem fins lucrativos. Pelo contrário, a empresa afirma que ele queria transformar a companhia em uma operação totalmente lucrativa e sob seu comando.
Musk reconheceu no tribunal que aceitava a criação de uma subsidiária lucrativa, desde que os lucros fossem limitados e os recursos continuassem beneficiando a fundação original.
Ele também afirmou que rejeitou uma proposta de divisão igualitária entre os principais fundadores porque considerava inadequado receber a mesma fatia sendo o principal financiador inicial da organização.
Disputa expõe origem da maior rivalidade da IA
O julgamento revela detalhes da deterioração da relação entre Musk e Altman e ajuda a explicar como a OpenAI passou de laboratório de pesquisa aberta para uma das empresas mais valiosas do setor.
Hoje, a fundação sem fins lucrativos continua formalmente no controle da OpenAI, agora chamada OpenAI Foundation, com participação societária de 26%. A Microsoft possui 27%.
A decisão final da juíza Yvonne Gonzalez Rogers pode influenciar não apenas o futuro da empresa, mas também o modelo de governança de startups de inteligência artificial financiadas por capital bilionário.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: