Os 10 bilionários que mais emitem CO2 com seus jatinhos
O uso de jatos particulares por bilionários voltou a chamar atenção em 2025 e 2026 pelo volume concentrado de emissões de CO₂ associado a um grupo restrito de empresários. Dados recentes do site Celebrity Private Jet Tracker mostram que magnatas da tecnologia, do mercado financeiro e do setor de cassinos lideram o ranking de poluição gerada por voos privados.
O levantamento, baseado em registros consolidados de 2024 e atualizações de 2025/2026, aponta que poucos indivíduos respondem por milhares de toneladas de carbono por ano, resultado de deslocamentos frequentes e do uso de aeronaves de grande porte.
Quem lidera o ranking de emissões
No topo do levantamento aparece Eric Schmidt, ex-CEO do Google, com emissões estimadas em 10.017 toneladas métricas de CO₂ associadas ao uso de jatos privados.
Segundo os registros de voo analisados pelo tracker, o padrão de deslocamento do empresário em 2024 equivaleu a uma distância próxima de 24 voltas ao redor do planeta.
Na sequência surgem Bill Gates, com 6.290 toneladas, e Steve Wynn, fundador da Wynn Resorts, com 5.706 toneladas. Ambos mantêm rotinas de deslocamento frequentes entre múltiplas bases, incluindo viagens internacionais. No caso de Gates, o volume divulgado considera apenas uma de suas aeronaves, apesar de o bilionário possuir mais de um avião.
Top 10 bilionários emissores de CO₂
Considerando apenas bilionários e excluindo artistas e influenciadores, os maiores emissores individuais ligados à aviação privada em 2025/2026 são:
Eric Schmidt (ex-Google): 10.017 t
Bill Gates (Microsoft): 6.290 t
Steve Wynn (Wynn Resorts): 5.706 t
Elon Musk (Tesla, SpaceX, X): 5.400 t
Steve Ballmer (ex-Microsoft): 5.087 t
Michael Bloomberg (Bloomberg LP): 4.055 t
Oprah Winfrey (Harpo): 3.859 t
Jeff Bezos (Amazon): 2.908 t
Larry Ellison (Oracle): 2.800 t
Mark Zuckerberg (Meta): 2.500 t
Predomínio do setor de tecnologia
O ranking evidencia o peso do setor de tecnologia, responsável por seis das dez posições. Executivos ligados a empresas como Google, Microsoft, Tesla, Amazon, Oracle e Meta concentram parte relevante das emissões individuais associadas a voos privados.
Além da frequência elevada, o tipo de aeronave contribui para o impacto. Jatos executivos de longo alcance, usados para viagens intercontinentais, consomem grandes volumes de combustível, enquanto deslocamentos domésticos repetidos ampliam o total anual de emissões.
Compensação não reduz a emissão registrada
Alguns dos bilionários citados afirmam investir em projetos de compensação de carbono ou em tecnologias de captura direta de CO₂. Esses esforços, porém, não são considerados no ranking, que contabiliza apenas a emissão bruta estimada gerada pelos voos.
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O Celebrity Private Jet Tracker deixa claro que o objetivo do levantamento é medir o impacto climático associado ao uso da aviação privada, independentemente de iniciativas posteriores de neutralização.
Como os dados são calculados
As estimativas são feitas a partir do rastreamento público de aeronaves por meio de transponders ADS-B, combinadas com dados técnicos sobre consumo médio de combustível por modelo de avião. A metodologia não mede emissões reais, mas fornece uma base comparativa amplamente utilizada em análises ambientais e acadêmicas.
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