Os erros que executivos continuam cometendo quando o assunto é IA

Por Denise Gabrielle 26 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Os erros que executivos continuam cometendo quando o assunto é IA

Mais de dois anos após a popularização da inteligência artificial generativa, a maior dificuldade das empresas já não é acessar a tecnologia, mas descobrir como transformá-la em resultado.

Apesar do crescimento dos investimentos, poucas organizações conseguiram converter projetos de IA em ganhos consistentes de produtividade, aumento de receita ou novos modelos de negócio.

O problema, segundo pesquisadores do MIT Center for Information Systems Research, está menos na tecnologia e mais na forma como ela vem sendo adotada.

Em vez de iniciar a jornada a partir de um problema de negócio claramente definido, muitas empresas tratam a IA como mais uma tendência tecnológica que precisa ser incorporada rapidamente.

O resultado costuma ser uma sequência de pilotos, experimentos e ferramentas isoladas que dificilmente geram impacto real.

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Confundir produtividade com geração de valor

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que economizar alguns minutos na redação de e-mails ou na criação de apresentações representa, por si só, uma estratégia de inteligência artificial.

Segundo o MIT, esse tipo de ganho individual é importante, mas não deve ser confundido com valor para o negócio.

A verdadeira transformação acontece quando a IA passa a fazer parte dos processos da empresa, influenciando indicadores como receita, redução de custos operacionais, qualidade do atendimento ou velocidade na tomada de decisão.

Começar pela ferramenta, e não pelo problema

Outro erro frequente é adquirir soluções de IA antes mesmo de entender qual desafio elas deverão resolver.

Pesquisadores defendem que projetos bem-sucedidos seguem uma lógica diferente: primeiro identifica-se um problema relevante para o negócio, depois são reunidos os dados necessários, a inteligência artificial é aplicada para gerar insights e, por fim, essas informações são incorporadas às operações da empresa.

Sem esse caminho, a IA dificilmente produz retorno mensurável.

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Nunca sair da fase de testes

Muitas organizações acumulam projetos-piloto que demonstram potencial, mas nunca chegam à operação em larga escala.

Na avaliação do MIT, isso acontece porque escalar a IA exige mudanças que vão além da tecnologia. É necessário rever processos, criar regras de governança, preparar equipes e integrar a inteligência artificial aos sistemas já utilizados pela empresa. Sem essa transformação estrutural, a IA permanece restrita a iniciativas isoladas.

Ignorar o impacto nas pessoas

Outro erro recorrente é tratar a inteligência artificial como um projeto exclusivo da área de tecnologia.

Na prática, a adoção da IA altera a forma como profissionais trabalham, tomam decisões e distribuem atividades. Isso exige investimento em capacitação, redefinição de funções e participação ativa das áreas de negócio desde o início dos projetos.

Para os pesquisadores, desenvolver novas competências será tão importante quanto adquirir novas ferramentas.

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Esperar retorno imediato

A expectativa de resultados rápidos também costuma comprometer projetos de IA.

Ao contrário de outras soluções digitais, iniciativas baseadas em inteligência artificial dependem de dados confiáveis, treinamento de modelos, testes, ajustes e acompanhamento contínuo.

Empresas que esperam retorno quase imediato tendem a interromper projetos antes que eles atinjam maturidade suficiente para gerar benefícios concretos.

O estudo do MIT conclui que empresas mais avançadas já não enxergam inteligência artificial como uma iniciativa conduzida apenas pelo departamento de TI.

Elas tratam a tecnologia como parte da estratégia corporativa, capaz de redefinir produtos, serviços, processos e até modelos de negócio.

O diferencial passa a ser a capacidade de reorganizar a empresa para utilizá-las de forma integrada, escalável e alinhada aos objetivos do negócio.

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