Os melhores restaurantes de São Paulo de 2026, segundo a Casual EXAME
Contra fatos não há argumentos, já diz o ditado. São Paulo é o maior centro gastronômico do Brasil. É o que mostra a edição de 2026 do ranking Os 100 Melhores Restaurantes do Brasil da Casual EXAME: a capital paulista é a cidade com maior número de restaurantes listados do país.
Neste ano, a metrópole aparece com seis restaurantes entre os 10 primeiros colocados, incluindo o vencedor da edição, o Tuju. Comandado pelo casal Ivan Ralston e Katherina Cordás, o estabelecimento conquistou o primeiro posto junto à terceira estrela Michelin. O menu se renova a cada quatro meses, e a casa recebe majoritariamente comensais brasileiros.
No total, 33 restaurantes listados no ranking são de São Paulo, um total de 31% do total de estabelecimentos do guia.
Veja abaixo os melhores restaurantes de São Paulo em 2026:
No Brasil, o restaurante Tuju, além do A Casa do Porco e Corrutela, têm a Estrela Verde (Reprodução/Instagram/Tuju)
Para chegar no País das Maravilhas, Alice precisou se jogar ao desconhecido. E é exatamente este o ponto de partida do Tuju: um corredor escuro ilustrado por passagens e imagens do livro de Lewis Carroll. No fim do túnel está a revelação: um jardim de inverno com uma jabuticabeira ao centro e cercada por mais dois andares com um bar e adega com 1.200 rótulos. Para chegar aos quatro menus criados anualmente, o casal Ivan Ralston e Katherina Cordás viajou para os rincões do estado de São Paulo em busca de produtores e suas produções, provenientes tanto da terra quanto do mar. Baseado nos ciclos das chuvas, está em vigor atualmente a temporada Ventania (R$ 1.650), com 10 etapas, incluindo uma defesa ao injustiçado cuscuz paulista. Na receita da casa, o prato é feito com sardinha, tomate verde e pimentão. Ainda que Ralston diga que a busca por aprendizados seja constante, a casa vive um momento de celebração. Em abril, o restaurante conquistou três estrelas no Guia Michelin. Ao contrário da jornada de Alice, o Tuju vive um sonho acordado.
Serviço: Rua Frei Galvão, 135, Jardim Paulistano, São Paulo. De terça a sexta, das 19h às 22h. Sábado das 12h às 15h e das 19h às 22h
Nelita: casa de Tássia Magalhães acaba de completar quatro anos (Divulgação/Divulgação)
A história do Nelita já parece um clássico paulistano, mas a casa de Tássia Magalhães acaba de completar quatro anos. Acompanhada de uma brigada composta apenas por mulheres, o restaurante na badalada rua gastronômica em Pinheiros apresenta o menu O prazer da mesa pertence a todas as épocas (R$ 690 + R$ 550 com harmonização). Na sequência de dez etapas aparecem receitas clássicas com toques brasileiros como o nhoque de batata servido com ricota, araruta, coalhada artesanal e brodo de parmesão com leve toque de lavanda. O menu também busca apresentar ingredientes sazonais, como o alho-poró, servido tostado na manteiga noisette e acompanhado de creme de castanha de caju e molho de coco e iogurte artesanal. O menu pode ser harmonizado com escolhas do sommelier Danyel Steinle, com vinhos de diferentes estilos e regiões do mundo.
Serviço: Rua Ferreira de Araújo, 330, Pinheiros, São Paulo. De terça a sexta-feira, das 19h às 23h; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h; domingo, fechado.
Casal premiado: Luiz Filipe Souza e Bianca Mirabili, responsáveis pelos pratos e sobremesas (Tadeu Brunelli/Divulgação)
O ano de 2026 será sempre lembrado por Luiz Filipe Souza e sua equipe. Ao lado do Tuju, a casa conquistou as cobiçadas três estrelas Michelin. A nova estrela chegou coincidindo com a apresentação do menu Oriundi OR 2026.1. Desde a inauguração, há uma década, a casa apresenta o conceito Oriundi, que toma como ponto de partida a imigração italiana no Brasil. No menu de quatro momentos (R$ 1.650), Despertar, Exploração, Profundidade e Epílogo, os 15 pratos são construídos a partir de estruturas clássicas da cozinha italiana e ingredientes brasileiros. Um exemplo é o rigatoni de pupunha com açaí e amêndoas, em que o palmito assume o papel da massa, enquanto o fruto aparece em sua forma não adocicada. As etapas doces, criadas por Bianca Mirabili, ganham reinterpretações de sobremesas brasileiras, como o clássico papaia com cassis, servido com texturas e temperatura distintas da sobremesa original.
Rua Joaquim Antunes, 108, Pinheiros, São Paulo. Reservas: (11) 3062-1160 ou pelo site evvai.meitre.com. Jantar de terça a sábado, das 19h às 23h. Almoço aos sábados, das 12h às 15h.
Mani: renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte (Divulgação/Divulgação)
“A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos. O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil”. Assim começa o Manifesto do Pau-Brasil de Oswald de Andrade, e o texto que inspira a segunda década do Mani. A casa passou por uma reforma que deixou os ambientes mais abertos e integrados, mas sem abandonar traços do projeto original, como os pergolados com galhos de jabuticabeira, as estruturas de madeira de demolição e as paredes de textura manual que remetem ao imaginário rural brasileiro. A renovação do ambiente foi acompanhada de novidades no cardápio à la carte. “Os pratos novos revisitam um pouco a nossa história e o percurso das pesquisas que temos feito ao longo desses anos. Nos inspiramos em técnicas brasileiras, como a prática de moquear, e no uso de equipamentos muito presentes na cozinha caseira para ralar mandioca e milho”, diz a chef Helena Rizzo. “Tenho passado muito tempo ‘na roça’, no meu sítio em Piracaia, e isso me leva a ficar mais em contato com a terra, as folhas e os frutos que nascem espontaneamente, como o physalis.” No menu, o fruto aparece acompanhando o peixe do dia (R$ 199), servido com palmito pupunha, Uarini, banana-da-terra e salsa verde.
Serviço: Rua Joaquim Antunes, 210, São Paulo. De terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30. Sábado, das 13h às 16h e das 19h30 às 23h, e domingo, das 13h às 16h30. (11) 97473-8994
Após cinco anos no bairro do Tatuapé, em São Paulo, o Cepa está de casa nova e ainda maior. Agora, do outro lado da cidade, na Praça dos Omaguás, em uma pequena rua de paralelepípedo em Pinheiros. Com uma cozinha ainda maior, o chef Lucas Dante instalou uma câmara fria para maturação de carnes, uma sala dedicada à confeitaria e uma máquina de sorvete com maior capacidade para atender à demanda. O chef manteve no menu pratos consolidados da casa, como a endívia glaceada com speck de porco preto, tonnato e alcaparras (R$ 58), a língua de Wagyu com caldo de galinha, quiabo e hortelã (R$ 89) e o arroz de suã com chalota caramelizada, linguiça de porco defumada e salada de erva-doce (R$ 119). Nas taças, há mais de 300 opções de rótulos selecionados pela sommelière Gabrielli Fleming. “Vamos continuar não tendo uma carta fixa, o que estimula descobertas. Mas, quando o volume de produção do vinicultor permitir, poderemos ter um estoque maior”, diz Fleming, que dá preferência aos vinhos naturais.
Serviço: Praça dos Omaguás, 110, Pinheiros. De terça a quinta, das 19h às 23h. Sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h
Aiô: pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana (Brejo/Divulgação)
A gastronomia asiática no Brasil se resume principalmente a países como Japão, China e Coreia do Sul. Mas, com o esforço do trio Duílio Lin, Caio Yokota e Victor Valadão, a pequena ilha de Taiwan tem seus sabores revelados em uma pequena casa na Vila Mariana, em São Paulo. Por lá, uma mera salada de alface (R$ 40) ganha sabores surpreendentes. As folhas são servidas como um colorido jardim, com molho Majiang (à base de amendoim e gergelim), maionese adocicada feita, supreme de cítricos, picles de nabo, ervas frescas e paçoca de porco de Taiwan. Uma característica da culinária do país é a textura “Q”, referente à mastigabilidade. Para entender melhor, basta pedir pelo fish toast (R$ 49), sanduíche feito com shokupan frito, criado para trazer a experiência da massa de peixe, temperada com caramelo de doubanjiang (fermentado de feijão) apimentado e gergelim torrado. Vale esperar por um lugar no disputado balcão e confiar no chef de bar Maurício Barbosa.
Serviço: R. Áurea, 307, Vila Mariana. Tel: (11) 5083-4778. Reservas: pelo aplicativo Get In. De terça a sábado, das 19h às 23h
Metzi: menu batizado de “Entre Territórios” (Divulgação/Divulgação)
Desde 2020, os chefs Luana Sabino e Eduardo Ortiz apresentam uma reinterpretação da gastronomia mexicana com um olhar contemporâneo e com ingredientes brasileiros. Para este ano, a dupla traz o menu batizado de “Entre Territórios”. Aparecem no menu pratos com pitu – camarão proveniente das águas doces da Amazônia e Pantanal –, servido levemente grelhado com chilpachole – ensopado de frutos do mar típico da costa do Golfo do México – e chochoyotas, pequenas bolinhas feitas com massa de milho e queijo. Ou o pescado zarandeado (grelhado) e confitado com glace de tucupi negro, purê de pimenta cambuci defumada e hoja santa — muito presente na riviera de Nayarit —, que serve como base para “taquear” e comer com as mãos. “Acidez, picância e o tatemado — esse tostado mais intenso, quase queimado, que muita gente poderia entender como erro, mas que é muito técnico — são, para nós, os três pilares fortes da cozinha mexicana. Eles se equilibram o tempo todo para manter o paladar desperto e criar uma experiência mais viva, dinâmica, que convida a continuar comendo”, explica a chef.
Serviço: Rua João Moura, 861, São Paulo. De terça a quinta, das 19h às 23h. Sexta e sábado das 12h às 15h e das 19h às 23h. Valor menu: R$600 + 13% de serviço
Ryo: menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis (Crudo & Gilberto Bronko/Divulgação)
O Ryo Gastronomia, do chef Edson Yamashita, apresenta seu menu de outono com foco na tradição culinária japonesa e no protagonismo dos dashis, presentes em diferentes etapas da experiência. Seguindo a proposta do omakase e o uso de ingredientes sazonais, o percurso reúne pratos como Osen Tamago, Sakana Arai, tempurá de cherne, sashimis selecionados, sushis de diferentes cortes de atum e um Shabu-Shabu com wagyu e nabo preparado em múltiplos dashis. “É um menu mais leve e delicado, em comparação com os outros que já fiz de outono”, ressalta o chef. Entre as novidades, o restaurante também lança seu primeiro vinho próprio, um Sauvignon Blanc produzido em Mendoza, na Argentina.
Serviço: Rua Pedroso Alvarenga, 665. De terça a sábado, das 12h às 14h30 e das 19h às 23h. Omakase jantar por pessoa no balcão: R$ 1.600 sem harmonização. Omakase jantar por pessoa na mesa: R$ 1.450 sem harmonização. Harmonização: R$ 1.000. Omakase no almoço (menu com 8 etapas) por pessoa: R$ 850 (harmonização R$ 690).
17º D.O.M.
D.O.M: menu degustação “A Hora da Onça Beber Água” (Divulgação/Divulgação)
Para este ano, Alex Atala procurou referências em um animal nacional para criar o menu degustação “A Hora da Onça Beber Água”, inspirado na onça-pintada e na relação entre os biomas brasileiros. Em dez etapas, a experiência explora ingredientes da sociobiodiversidade nacional, com destaque para produtos de rio, mar e terra. Entre os pratos estão ravióli de tapioca com tucupi e jacaré com bacuri. A harmonização inclui vinhos brasileiros e internacionais, enquanto o serviço, a trilha sonora e a ambientação acompanham o tema da temporada.
Serviço: Rua Barão de Capanema, 549, Jardins. De segunda a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábados, das 19h às 23h.
18º Miyabi
Myiabi: menu sazonal de 12 etapas (R$ 700) (Keiny Andrade/Divulgação)
Escondido no complexo gastronômico criado por Fábio Ota e Aya Tamaki, em Pinheiros, o Miyabi é comandado pela chef Rhaiza Zanetti e une os conceitos de omakase e kaiseki em um menu sazonal de 12 etapas (R$ 700). A experiência destaca ingredientes do Brasil e do Japão em diferentes técnicas de preparo. Entre os pratos estão tofu feito na casa com caranguejo, garoupa com ponzu de jabuticaba e arroz de peixe. Há opção de harmonização com saquês (R$ 330) e todo o complexo é livre de glúten.
Serviço: Rua Marcos Azevedo, 86, Pinheiros. De terça a sábado, das 19h às 23h.
Cais: banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa) (Divulgação/Divulgação)
Na Vila Madalena, o Cais, comandado por Adriano de Laurentiis e Catarina Ferraz, aposta em uma cozinha voltada a peixes e frutos do mar, com foco em ingredientes sazonais e mínima intervenção. O menu traz pratos como a nadadeira na brasa (R$ 130) e o Banquete, degustação compartilhada em cinco tempos (R$ 420 por pessoa). Entre as sobremesas estão a tortinha de queijo com sorvete de leite (R$ 54) e o Babá au Jerez. A casa também reúne mais de 60 rótulos de vinhos naturais e harmonização opcional (R$ 322 por pessoa).
Serviço: R. Fidalga, 314 – Vila Madalena, São Paulo (SP). Almoço: quarta a sexta, das 12h30 às 15h; sábado e domingo, das 12h30 às 16h. Jantar: quarta a sábado, das 19h às 23h.
22º Murakami
Murakami: menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia (Estudio Mió/Divulgação)
Nos Jardins, o restaurante Murakami, do chef Tsuyoshi Murakami, aposta em menus omakase montados a partir dos ingredientes mais frescos do dia. Com apenas 18 lugares por horário, a casa oferece o Experiência Murakami (10 tempos, R$ 780) e o Experiência Sushi (R$ 1.080), ambos com caviar Giaveri x Murakami. No almoço, há menus executivos entre R$ 150 e R$ 180. O salão minimalista integra clientes e cozinha, permitindo interação direta com o chef.
Serviço: Alameda Lorena, 1186 – Jardins, São Paulo (SP). De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h30. Omakase às 19h e às 21h30.
29º Z Deli
Z Deli: reabertura da unidade da Alameda Lorena (Divulgação/Divulgação)
Criado em 1981, o Z Deli nasceu como delicatessen na rua Haddock Lobo e se tornou referência em sanduíches e culinária judaico-americana em São Paulo. Hoje, comandada por Julio Raw e Bruno Mester, a casa reabriu a unidade da Alameda Lorena como restaurante e delicatessen, com menu que mistura receitas da Europa Oriental e releituras contemporâneas. Entre os pratos estão cholent, schnitzel, farfalle com pato e o clássico hambúrguer que faz a fama da casa.
Serviço: Alameda Lorena, 1689 – Jardim Paulista, São Paulo (SP). Segunda a quinta, das 12h à 0h; sexta e véspera de feriado, das 12h à 1h; sábado, das 8h à 1h; domingos e feriados, das 8h à 0h
33º Picchi
Picchi: texturas de banana (Crudo e Erika Mayumi/Divulgação)
Em ambiente discreto e elegante nos Jardins, o chef Pier Paolo Picchi propõe uma culinária que funde receitas e ingredientes clássicos italianos com apresentação moderna e técnicas contemporâneas. É possível escolher entre três menus degustação: Tutto Pasta, Tradizione ou Picchi. No almoço, o Pranzo di lavoro traz três tempos, com entrada, principal e sobremesa. Entre os clássicos estão o cannoli de mortadela e pistache e o pici com ragu de linguiça artesanal e lentilhas.
Serviço: Rua Oscar Freire, 533. Tel.: (11) 3065-5560. Terça a sábado, das 12h às 15h; domingo até as 16h. Terça a sábado, das 19h às 23h.
37º A Baianeira
A Baianeira: restaurante localizado no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP (Divulgação/Divulgação)
Foi uma longa trajetória até chegar ao formato e à localização atual, no Edifício Pietro Maria Bardi, no MASP. Quando abriu, em 2014, ficava na Barra Funda, local que foi encerrado no fim do último ano. A chef Manuelle Ferraz traduz a cozinha brasileira em uma experiência sofisticada e próxima do comensal. Natural do Vale do Jequitinhonha, construiu uma trajetória marcada pela valorização de ingredientes, memórias e territórios do país. No menu, clássicos como baião de dois sirizado, picadinho e feijoada convivem com criações autorais.
Serviço: A Baianeira MASP, Av. Paulista, 1510, Bela Vista, Edifício Pietro Maria Bardi (piso térreo). Terça a sexta, das 11h30 às 15h; sábado e domingo, das 11h30 às 16h
38º Mocotó
Rodrigo Oliveira: filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira (Divulgação/Divulgação)
O sucesso começou na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo, quando seu Zé Almeida abriu uma casa de produtos e receitas do Nordeste, que ficou famosa por seu caldo de mocotó, que lotava o balcão e acabou tornando-se o nome do restaurante. Em 2001, o chef Rodrigo Oliveira, filho do fundador, assumiu a cozinha e transformou o endereço em referência em gastronomia brasileira, unindo tradição sertaneja e técnica sobre ingredientes e território. No cardápio, clássicos como baião-de-dois, mocofava, rabada e torresmo, com criações autorais como os dadinhos de tapioca e a peixadinha do São Francisco. A casa é reconhecida internacionalmente por prêmios, além de iniciativas sociais como o projeto Quebrada Alimentada, que atua na segurança alimentar da comunidade local.
Serviço: Mocotó - Vila Medeiros. Av. Nossa Senhora do Loreto, 1100 - Vila Medeiros. Funcionamento: segunda a sexta, das 12h às 23h; sábado, das 11h30 às 23h; domingo, das 11h30 às 17h. Telefone: (11) 2951-3056. Mocotó Vila Leopoldina. Rua Aroaba, 333 - Vila Leopoldina. Funcionamento: segunda a sábado, das 12h às 22h; domingo, das 12h às 16h. Telefone: (11) 3294-4814.
39º A Casa do Porco
A Casa do Porco: Menu Primavera-Verão 2025/2026 (Leo Martins/Divulgação)
Em funcionamento há mais de uma década, o restaurante do chef Jefferson Rueda tornou-se referência da gastronomia brasileira ao transformar o porco caipira em protagonista de uma cozinha criativa, autoral e acessível. Premiado com Estrela Verde Michelin e entre os melhores da América Latina, apresenta menus que unem técnica, sustentabilidade e memória afetiva, com pratos como sushi de papada e tartare de porco. Em 2026, lançou o menu degustação “Tempo dos Sabores”.
Serviço: Rua Araújo, 124, República, São Paulo. Tel.: (11) 3258-2578. Segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.
41º Bar da Dona Onça
Bar da Dona Onça: menu comercial vegetais da terra (Divulgação/Divulgação)
A chef Janaína Torres é repleta de personalidade e seu restaurante no térreo do Edifício Copan, que se aproxima dos 20 anos (que serão completados em 2028), não poderia ser diferente. Sem muitas invenções, Janaína serve um menu de pratos brasileiros, com tempero acertado. Entre as pedidas mais clássicas, a porção de coxinhas, o picadinho e o arroz de galinhada e, ao fim, os docinhos de festa – como o brigadeiro. Há poucos anos, passou a servir menu degustação.
Serviço: Edifício Copan - Av. Ipiranga, 200 – CJ 27 e 29, Centro, São Paulo. Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h.
45º Ping Yang
Ping Yang: nome remete aos estilos Ping, de porções grelhadas no espeto, e Yang, de cortes maiores assados (Keiny Andrade/Divulgação)
No Brasil, quando se fala de comida tailandesa, fala-se de Mauricio Santi, que acumula 20 anos de imersão na culinária do país, sete deles vividos in loco. Seu restaurante reúne técnicas tradicionais e ingredientes autênticos em preparos feitos na brasa e na wok. O nome remete aos estilos Ping, de porções grelhadas no espeto, e Yang, de cortes maiores assados, reinterpretando sabores asiáticos com identidade contemporânea no Brasil. A cozinha aberta, com balcão, permite acompanhar os preparos de perto.
Serviço: Rua Doutor Melo Alves, 767, Jardim Paulista. Horário: segunda, das 19h às 23h; terça, fechado; quinta e sexta, das 19h às 23h45; sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h45; domingo, das 12h30 às 17h.
52º Cala del Tanit
Cala del Tanit: arroz socarrat de polvo e pato (Juliana Primon/Divulgação)
O restaurante é a primeira casa do chef catalão Oscar Bosch, já consagrado na cena paulistana, no bairro do Itaim Bibi. Ao combinar referências mediterrâneas, clima praiano e cozinha centrada em pescados e preparos na brasa, inspirados nas enseadas do litoral espanhol, o Cala tem ambiente com varanda retrátil, cozinha aberta e parrilla como destaque da operação. Entre os destaques, os arrozes de Oscar sempre valem a menção, caso do arroz socarrat de pato, servido com polvo grelhado e aioli, e da paella marinera, preparada com frutos do mar, ideal para compartilhar. A coquetelaria também reforça a proposta da casa, com drinques autorais e clássicos espanhóis, como o tradicional tinto de verano.
Serviço: Rua Pais de Araújo, 147 - Itaim Bibi, São Paulo/SP. Horário de funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sexta, das 12h às 16h e das 19h às 00h; sábado, das 12h às 17h e das 19h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
Fame: comando do chef romano Marco Renzetti (Tadeu Brunelli/Divulgação)
O chef romano Marco Renzetti oferece exclusivamente menu degustação de nove tempos, em um diminuto salão que acomoda até 16 pessoas por noite. Em uma cozinha aberta, conectada a um balcão, partem pratos que mudam frequentemente, conforme a disponibilidade dos ingredientes. Erika Renzetti, sommelière à frente da casa, dá o tom da hospitalidade, discreta e atenciosa, e propõe harmonizações. Para garantir a fluidez do serviço, todos os clientes começam a ser servidos simultaneamente, portanto é recomendado evitar atrasos. Por mais um ano, o restaurante foi classificado com uma estrela Michelin no guia de 2026.
Serviço: Rua Oscar Freire, 216. De quarta-feira a sábado, das 20h às 00h.
55º Fasano
Fasano: camarões na brasa de carvão, azeite e limão sicialiano, salsa e abóbora grelhada com alecrim (Bruno Geraldi/Divulgação)
A grife, que no percurso tornou-se conhecida por seus hotéis, começou como restaurante, quando o patriarca Vittorio Fasano imigrou da Itália para São Paulo e abriu seu primeiro estabelecimento na cidade, em 1902, batizado de Brasserie Paulista. O restaurante, como o conhecemos hoje, dentro do primeiro hotel do grupo, foi inaugurado em 2003. O ambiente é sóbrio e imponente, devido ao pé-direito altíssimo, e tem decoração charmosa, principalmente no lobby. O menu do chef-executivo Luca Gozzani traz pratos da culinária italiana executados com primor, de massas a carnes e peixes. A ampla carta de vinhos está sob a tutela do reconhecido sommelier Manoel Beato. A hospitalidade segue a linha do grupo: impecável. No segundo andar há uma sala privada, com uma mesa longa, que pode ser reservada.
Serviço: Rua Vittorio Fasano, 88, Jardim Paulista, São Paulo. Telefone: (11) 3896-4000. Segunda a quarta, das 19h à 00h. Quinta a sábado, das 19h à 01h. Domingo, das 12h às 17h.
57º Animus
Animus: chef Giovanna Grossi (Elvis Fernandes/Divulgação)
Em abril deste ano, a chef Giovanna Grossi fechou as portas do Animus, restaurante autoral inaugurado em 2019. Em sua trajetória, passou por renomadas cozinhas da Europa, além da final do Bocuse D’Or, em 2017, e tornou-se, mais recentemente, a única mulher brasileira no júri do concurso, considerado a Copa da Gastronomia. Sua cozinha privilegia os ingredientes nacionais, algo que ela mesma gosta de chamar de “cozinha de alma”. Um de seus pratos emblemáticos é a vagem assada com coulis de azeitona preta e queijo Maratimba, que com certeza fará falta aos comensais.
Cora: cozinha sob o comando do chef argentino Pablo Inca desde a abertura, há cinco anos (Angelo Dal Bó/Divulgação)
O restaurante é daqueles lugares em que você se sente inserido na cidade de São Paulo, devido à sua localização: o último andar de um prédio com vista para o Minhocão, com um terraço convidativo nos dias ensolarados. Da cozinha, sob o comando do chef argentino Pablo Inca desde a abertura, há cinco anos, partem pratos atrativos visualmente, com amplo uso de frutas em opções salgadas e ervas frescas. O menu muda conforme a estação e mantém clássicos queridos dos clientes, como a tortilla de lula e o coração de pato com couve-flor e cebolas tostadas. O cardápio atual, de outono, traz combinações interessantes, como caqui e mozzarella.
Serviço: Rua Amaral Gurgel, 344, 6º andar. Terça a quinta-feira, das 19h às 23h; sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
60º Casa Santo Antônio
Casa Santo Antonio: Spaghetti Nero di Seppia (Rodrigo Marrano/Divulgação)
Uma charmosa casa dos anos 1960, com arquitetura da época e inteiramente restaurada, recebe os clientes em ambiente aconchegante, que também pode ser locado para eventos. O local, fora do eixo mais badalado de restaurantes da cidade, na Granja Julieta, é usualmente destino gastronômico de habitués e moradores do bairro, mas vale o deslocamento. O menu assinado pelo chef Neto Lobato aposta em massas artesanais e pratos “comfort food”. Historicamente um dos mais pedidos, o tortelli de brie com fonduta de parmesão e tartufo é ideal para os dias de temperatura baixa que se aproximam. Também há ampla oferta de risotos, carnes e sobremesas tradicionais da culinária italiana, como o tiramisù.
Serviço: Av. João Carlos da Silva Borges, 764 - Granja Julieta. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
61º Simone
Simone: pato e pera no menu da casa (Divulgação/Divulgação)
O italiano Simone Paratella, ao lado de sua esposa Gabriela Harue Nakao, à frente da hospitalidade, comandam um salão pequeno, com iluminação baixa e obras de arte notórias – mas a cozinha envidraçada e iluminada, talvez seja o melhor “quadro” para se observar. No salão, que acomoda até 14 pessoas, é ofertado o menu Fiducia (R$ 640). Já se tornou um clássico a massa fresca Tajarin al Ragù di Coniglio e zimbro: o macarrão é cortado na faca, acompanhado por ragu de coelho cozido lentamente. Trata-se de uma receita tradicional do Piemonte – região natal do chef. No último mês de abril, lançou a experiência Balcão do Chef (R$ 920), que acomoda apenas 5 clientes por noite e deve ser reservada previamente.
Serviço: Rua Tapinas, 118 – São Paulo. Quarta a sexta, das 12h às 15h. Terça a sábado, aberto para o jantar.
63º Goya Zushi
Goya: casa comandada por Uilian Goya (Divulgação/Divulgação)
Sentar-se no balcão do restaurante é ter uma experiência intimista, com poucas pessoas, em que se pode observar os preparos meticulosos e silenciosos bem à sua frente, sob o comando de Uilian Goya. O omakase percorre sequências de sashimis, niguiris, pratos quentes e criações autorais. O arroz é tratado com extremo zelo e servido na temperatura correta, como é esperado, e se tornou uma das assinaturas da casa. O balcão acomoda até 12 pessoas e o serviço acontece somente mediante reservas, apenas no jantar, em dois horários fixos.
Serviço: Rua Artur Frazão, 37 - Jardim Paulista, São Paulo. Terça a sábado, às 19h e às 21h15.
70º Varanda Grill
Varanda Grill: três unidades em São Paulo, sob o comando de Sylvio Lazzarini e do chef Fabio Lazzarini (Henrique Peron/Divulgação)
O Varanda Grill consolidou-se como uma das steakhouses mais prestigiadas do país ao reunir cortes selecionados de origens brasileira, argentina e norte-americana. São três unidades em São Paulo, sob o comando de Sylvio Lazzarini e do chef Fabio Lazzarini, seu filho, que é formado na Itália e assume o balcão do Varanda D.Inner, menu degustação servido na unidade Faria Lima, que combina influências das cozinhas italiana e japonesa com criações contemporâneas autorais.
Serviço: Unidade Jardins: Rua General Mena Barreto, 793 - Jardim Paulista. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta e sábado, das 12h às 16h; domingo, das 12h às 17h30. Jantar de segunda a sábado, das 19h às 22h. Unidade JK: Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 - Shopping Center JK Iguatemi - Loja 321B - Piso 2 - Itaim Bibi. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta, das 12h às 16h; sábado e domingo, das 12h às 16h. Jantar de segunda a domingo, das 18h às 22h. Unidade Faria Lima: Rua Prudente Correia, 432 – Jardim Europa. Segunda a quinta, das 12h às 15h; sexta e sábado, das 12h às 16h; domingo, das 12h às 17h.
73º Aizomê
Aizomê: comandado por Telma Shimizu (Rafael Salvador/Divulgação)
O Aizomê consolidou-se como um dos mais tradicionais restaurantes japoneses da capital ao traduzir, por meio de sua gastronomia, o conceito de omotenashi — a cultura japonesa da hospitalidade baseada na atenção aos detalhes, no cuidado genuíno e na experiência acolhedora do cliente. Sob comando da chef Telma Shimizu, a casa combina técnica, delicadeza e ingredientes sazonais em menus que valorizam sabores tradicionais com toques autorais. O restaurante oferece ambientes intimistas, tatames, balcão de sushi e experiências omakase que reforçam a conexão entre cozinha, serviço e tradição japonesa.
Serviço: Alameda Fernão Cardim, 39, Jardim Paulista. Tel. (11) 2222-1176. Segunda a domingo, das 11h30 às 14h30 e segunda a sábado, das 18h às 22h.
74º Arturito
Arturito: a cozinha comandada por Paola Carosella expede ótimos pratos clássicos (Manuel Sá/Divulgação)
Paola Carosella é, definitivamente, uma mulher de muitas vertentes: chef, empresária e apresentadora de televisão, para mencionar algumas. Em seu Arturito, o que brilha, além do menu consistente e de clássicos, a exemplo da releitura da salada Waldorf, servida em taça alta, é o atendimento elegante — aliás, desde que o restaurante mudou de endereço, há quase três anos, a hospitalidade não passa despercebida. As massas de Paola são como devem ser: simples, puristas e memoráveis, como o ravioli de ricota de búfala e molho de tomates San Marzano.
Serviço: Rua Chabad, 124 - Jardim Paulista. Terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h30; domingo, das 12h às 16h30.
Jacó: chef Iago Jacomussi, eleito “Jovem Chef de 2025” pelo Guia Michelin (Javier Augustin Rojas/Divulgação)
O Jacó reforça sua proposta de bistronomia ao combinar ingredientes brasileiros com referências internacionais em criações autorais do chef Iago Jacomussi, eleito “Jovem Chef de 2025” pelo Guia Michelin. Inspirado por uma recente viagem à Tailândia, o chef ampliou o diálogo entre sabores asiáticos e nacionais em pratos como lagostim com molho de moqueca thai e vieiras com aguachile de melão. Em clima descontraído e de compartilhamento, o restaurante da Vila Madalena aposta em combinações inusitadas, ingredientes de pequenos produtores e técnicas para oferecer uma experiência de fine dining acessível, marcada por criatividade, frescor e forte identidade autoral.
Serviço: Rua Fidalga, 357, Vila Madalena. Quarta a sábado, das 19h às 23h (bar até 1h). Almoço sábado, das 12h às 15h e domingo, das 12h às 16h.
78º Jiquitaia
Jiquitaia: chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos (Divulgação/Divulgação)
O chef Marcelo Correa Bastos — que é sócio de sua irmã, Nina Bastos — serve o que brasileiros e estrangeiros gostam de comer: comida brasileira e reconfortante. Um bom começo são os famosos torresmos de barriga de porco, ideais com uma caipirinha ou até mesmo uma cachaça — a carta da casa é extensa. O menu segue com pratos como moqueca de peixe com camarão, entre outros.
Serviço: Rua Cel. Oscar Porto, 808 – Paraíso. Terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 22h30; sexta e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h30; domingo, das 12h às 16h.
79º Jean-Georges
Jean-Georges: salão reformado no ano passado no Palácio Tangará (Divulgação/Divulgação)
O hotel Palácio Tangará, imponente por si só, é como um refúgio dentro do caos da Pauliceia. Seu restaurante principal, que traz assinatura do chef Jean-Georges Vongerichten, é comandado pelo chef Filipe Macambyra e contempla uma estrela no Guia Michelin Brasil. Desde cedo, o restaurante cede seu espaço para o café da manhã dos hóspedes — também aberto a passantes — servido no imponente salão com vista para o Parque Burle Marx. Aberto apenas à noite, pode-se escolher entre à la carte ou degustação, Signature (R$ 850) ou Premium (R$ 1.080). No primeiro deles, um dos tempos é o robalo com especiarias, servido com molho agridoce, prato assinatura do chef Vongerichten.
Serviço: Rua Dep. Laércio Corte, 1501, Panamby. De quarta a sábado, das 19h às 23h.
Kanoe: comandado pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco
Inaugurada em 2022 nos Jardins, a casa minimalista comandada pelo chef Tadashi Shiraishi e por sua sócia Patrícia Bianco tem apenas oito lugares e um único serviço por noite, exclusivamente no formato omakase. A sequência de cerca de 17 tempos (R$ 1.400) explora a máxima expressão de ingredientes sazonais e técnicas tradicionais, com ampla gama de peixes frescos como pargo, olho-de-boi e atum bluefin, além de ouriço, ovas, algas e tubérculos. A jornada sensorial tem início com o shari recém-temperado, servido de forma ritualística para orientar o paladar ao longo da noite. Nos últimos tempos, o chef preferiu retornar ao minimalismo e resgatar preparações clássicas da culinária japonesa, como ozoni (sopa de Ano-Novo), tamago (bolo de ovo e peixe) e o maguro no chiai (músculo sanguíneo do atum).
Serviço: Alameda Itu, 1578 – Jardins. De terça a sábado, pontualmente às 19h. Aos sábados, almoço às 12h.
81º Kotori
Kotori: casa comandada por Thiago Bañares (Divulgação/Divulgação)
O restaurante consolidou sua identidade ao aprofundar a cozinha yōshoku, vertente da gastronomia japonesa surgida a partir da adaptação de influências ocidentais ao paladar e às técnicas do Japão. Com selo Bib Gourmand do Guia Michelin e presença na lista Latin America’s 50 Best Restaurants 2025 (50º), a casa comandada por Thiago Bañares evoluiu de um perfil inspirado nos izakayas modernos para uma proposta fine casual, com pratos que apresentam técnicas sofisticadas, mas foram feitos para o compartilhamento no centro da mesa. Reforçando sua vocação para negócios com ótima coquetelaria — Bañares também é sócio do premiado Tan Tan —, do bar do Kotori partem coquetéis clássicos, mas também highballs, que são drinques carbonatados e com menor teor alcoólico.
Serviço: Rua Cônego Eugênio Leite, 639 - Pinheiros. De terça a sexta, das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h.
83º Le Jardin
Le Jardin: integrado ao lobby do hotel e repleto de obras de arte, com interiores assinados por Philippe Starck (Ruy Teixeira/Divulgação)
Um dos maiores trunfos de um restaurante de hotel é ter variadas opções para qualquer momento do dia. Quando falamos do Le Jardin, dentro do Rosewood São Paulo, espere também por cenário estonteante, cercado por vegetação. Integrado ao lobby do hotel e repleto de obras de arte, com interiores assinados por Philippe Starck, o espaço é pet friendly em seu jardim. O cardápio de cozinha contemporânea transita entre cafés da manhã elaborados, que são servidos à mesa conforme a escolha dos hóspedes e passantes, petiscos, pizzetas, pratos principais e carta de bebidas disponível durante todo o funcionamento.
Serviço: Rua Itapeva, 435 – Rosewood, São Paulo. Aberto 24 horas.
Tappo: casa dos sócios Benny Novak e Renato Ades, também à frente do Ici Bistrô (Helena Rubano/Divulgação)
Dos sócios Benny Novak e Renato Ades, também à frente do Ici Bistrô, o Tappo reabriu em 2024 e passou a funcionar no Edifício Paquita, no bairro de Higienópolis, preservando o ambiente intimista e o serviço próximo, bem em frente ao Parque Buenos Aires. O cardápio mantém foco em receitas tradicionais italianas, com destaque para massas como carbonara e amatriciana, além de lasanhas, fritti e pratos como polpette e costeleta de porco à milanesa. A proposta valoriza preparos simples e bem executados, acompanhados por uma carta de vinhos enxuta com ênfase em rótulos italianos e boa relação de custo-benefício, reforçando o caráter de trattoria contemporânea.
Serviço: Rua Alagoas, 475 - Higienópolis. De terça-feira a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 17h.
Lavva: restaurante marca o retorno do chef Paulo Shin à cena paulistana (Kato/Divulgação)
A casa, dentro da Mata São Paulo, marca o retorno do chef Paulo Shin à cena paulistana. Com grelhas instaladas no centro das mesas, o restaurante propõe uma vivência interativa em torno de cortes premium, preparados coreanos e serviço compartilhado. O comensal pode optar pelo menu aberto ou por três vertentes do Ritual do Fogo: Iniciação (R$ 340), que oferece cortes de Denver Steak, Ancho de Angus, Flat Iron e Galbi marinado. Já o Elevação (R$ 490) reúne uma seleção mais sofisticada, com peças como Flat Iron Wagyu, Chorizo Wagyu, entre outras. Ambos são acompanhados por doze preparações tradicionais do ritual coreano. O mais especial, Imersão (R$ 980), começa com entradas cruas, saladas e, depois, surpreende com cortes especiais de carne no fogo, que acompanham preparos coreanos e batatas fritas com caviar. A experiência termina com uma sobremesa.
Serviço: Rua Itapeva, 569 — Cidade Matarazzo. Bela Vista. De segunda a sábado, das 12h às 15h e das 19h às 22h. Domingo: das 12h às 18h.
87º Sushi Vaz
Sushi Vaz: casa comandada pelao cuiabano Wdson Duarte Vaz (Divulgação/Divulgação)
O cuiabano Wdson Duarte Vaz começou seu restaurante em uma pequena galeria na Avenida Paulista, em 2018, que vivia lotada de clientes. O sucesso elevou o patamar e levou à mudança de endereço para a Alameda Santos, mas o foco seguiu o mesmo: surpreender clientes com técnica e frescor de peixes e frutos do mar, tudo isso com muita simpatia. Hoje, somam-se mais duas unidades: uma segunda em São Paulo e, mais recentemente, uma casa no Rio de Janeiro — com apenas um balcão que acomoda 12 pessoas e poucas mesas externas. Reservas são recomendadas.
Serviço: Alameda Santos, 2528 B – Jardins. De terça a sexta-feira, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Sábado, das 12h às 16h e domingo, das 13h às 17h.
89º Shin Zushi
Shin Zushi: restaurante japonês de perfil familiar (Divulgação/Divulgação)
O Shin Zushi, no bairro do Paraíso, em São Paulo, é um restaurante japonês de perfil familiar que mantém forte ligação com a culinária tradicional. Criado originalmente pelo pai, hoje é comandado pelos irmãos Ken e Nobu Mizumoto. A casa trabalha com duas frentes: o omakase servido no balcão, em uma experiência mais direta com os sushimen, e o serviço à la carte nas mesas. Com foco na cozinha japonesa clássica e no uso preciso dos ingredientes, o restaurante aposta em combinações simples e bem executadas, como ostra e carapau, em um ambiente de atendimento próximo e descontraído. Ah, e não tente pedir salmão, porque a casa não serve o peixe.
Serviço: Rua Afonso de Freitas, 169 – Paraíso. De terça a sábado, das 11h30 às 14h e das 18h às 22h. Domingo, das 12h às 15h.
90º Terraço Notiê
Terraço Notiê: comandado do chef Onildo Rocha (Divulgação/Divulgação)
Sob comando do chef Onildo Rocha, reconhecido pelo Guia Michelin e pelo Latin America’s 50 Best Restaurants, o menu valoriza sabores e referências das diferentes regiões do país, com pratos como o ravioli de siri e o tartare de cordeiro. A carta de drinques leva assinatura de Ricardo Miyazaki e o programa pode ficar mais completo com a sala de música, espaço inspirado nos listening bars japoneses, com programação dedicada à música brasileira. A localização privilegiada, no último andar do Shopping Light, garante a vista estonteante para construções icônicas do centro de São Paulo, como o Theatro Municipal e o Viaduto do Chá.
Serviço: Shopping Light, acesso pelo estacionamento. Rua Formosa, 157 – Centro Histórico. Segunda, das 12h às 15h30. Terça e quarta, das 12h às 23h. Quinta a sábado, das 12h às 2h. Domingo, das 12h30 às 18h.
92º Capim Santo
Capim Santo: refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima (Divulgação/Divulgação)
Já se passaram mais de 25 anos desde que o Capim Santo abriu as portas em São Paulo – tudo começou bem antes, em 1985, no Quadrado de Trancoso, com os pais da chef Morena Leite. Na cidade, o restaurante está dentro do Solar Fábio Prado, um refúgio no centro financeiro de São Paulo, na Avenida Faria Lima. Com serviço atencioso e muitos sorrisos, o menu tem clássicos baianos como bobó de camarão e moqueca (nas versões de frutos do mar e vegetariana), releituras como o mini acarajé de capim-santo, complementado com algas. A planta também dá toque a um tradicional doce brasileiro: o brigadeiro de capim-santo, que pode ser degustado no buffet de sobremesas servido nos fins de semana.
Serviço: Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2705 - Jardim Paulistano. Menu de almoço: de terça a sexta, das 12h às 15h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Menu de tarde: de terça a sexta, das 15h às 17h.
94º Cozinha 212
Cozinha 212: ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia (Divulgação/Divulgação)
Em uma das ruas com grande concentração de restaurantes em São Paulo, o Cozinha 212, que tem no comando o chef Stefan Weitbrecht e seu sócio Victor Collor, fotógrafo, completa dez anos mantendo a essência que o transformou em referência: cozinha na brasa, ingredientes sazonais e atmosfera acolhedora. À noite, a luz baixa, trilha sonora agradável e a churrasqueira ao fundo proporcionam ao salão muito charme. É ela quem dá tom a vegetais e carnes, caso do magret acompanhado por beterrabas queimadas e o espeto de língua na brasa em seu próprio caldo, ambos novos pratos do menu de outono. Ingredientes frescos vindos do Mato 212, horta da família Weitbrecht em Cotia, reforçam a conexão da casa com a natureza e a sazonalidade.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 174, Pinheiros. De terça a sexta, das 19h à 01h. Sábado, das 13h às 16h e das 19h à 01h.
95º Bodega Pepito
Bodega Pepito: Ebi Sando do chef Oscar Bosch (Rodolfo Regini/Divulgação)
Com menos de um ano de funcionamento, a casa de Oscar Bosch já nasceu como um sucesso – com filas de espera desde a abertura. A proposta mais descontraída une o espírito de tradicionais bodegas espanholas à atmosfera dos botecos brasileiros, servindo petiscos ideais para compartilhar na mesa – como as croquetas de pato, choribao e o pan tomaca (este, bem tradicional espanhol). Entre os principais, o steak frites vem acompanhado por fritas e molho bordelaise (clássico francês) e, claro, há também arrozes com socarrat, uma das marcas registradas do chef catalão.
Serviço: Rua dos Pinheiros, 320 - Pinheiros. De terça a quinta, das 12h às 15h e das 18h às 23h30; sexta, das 12h às 16h e das 18h às 00h; sábado, das 12h às 00h; domingo, das 12h às 17h.
96º Blaise
Blaise: camarão com leite de coco (Ruy Teixeira/Divulgação)
Localizado no térreo do Rosewood São Paulo, o Blaise combina o ambiente aconchegante, com amplo uso de madeira nos revestimentos e luz baixa, com uma cozinha centrada em ingredientes brasileiros e técnica francesa. Pautado pelo conceito farm to table, o restaurante valoriza produtores locais, sazonalidade e processos artesanais. Sob comando dos chefs Fernando Bouzan, diretamente do restaurante, e Rachel Codreanschi, chef executiva do hotel, o menu reúne preparos autorais, ingredientes de origem controlada e pratos que equilibram refinamento técnico e simplicidade. Batizado de “Experiência” (R$ 650 ou R$ 1.400, com harmonização de vinhos), o percurso propõe 5 etapas e conta com produtores interessantes nos pratos, caso do Projeto A.MAR.
100º Nomo, São Paulo (SP)
Nomo: cardápio dividido em entradas, vegetais, brasa e sobremesas (Gabriel Cabral /Divulgação)
Foi numa esquina da Vila Madalena, em 2022, que a restauratrice e sommelière Patrícia Werneck e o empreendedor Danilo Ancete abriram o restaurante, com o chef Nando Carneiro à frente da cozinha. O cardápio atual, dividido em entradas, vegetais, brasa e sobremesas, valoriza ingredientes de diferentes culturas e aposta em molhos marcantes e camadas de sabor. Para abrir alas, as vieiras belle meunière com khao kua, limão e bottarga são uma boa opção. Na sequência, as proteínas podem ser combinadas com acompanhamentos, com destaque para o cupim casqueirado, um dos carros-chefes da casa, servido com textura extremamente macia.
Serviço: Rua Harmonia, 815. De terça a sexta, das 19h às 23h. Sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h30 às 17h (fechada nos dois primeiros domingos do mês).
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