Ouro dispara com tensão no Irã e busca por ativos de refúgio
O preço do ouro registrava alta de 2,70% nesta segunda-feira, 2, alcançando US$ 5.388,50, por volta das 11h15 (horário de Brasília). O metal é impulsionado pela escalada de ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A máxima intradiária atingiu US$ 5.419,32. Só em 2026 o ouro já acumula alta de quase 23%.
A expansão dos ataques no Oriente Médio gerou forte movimento de busca por refúgio, enquanto ativos de risco recuaram, com quedas em diferentes mercados globais. Analistas ouvidos pela Reuters apontam que a volatilidade tem impacto direto na percepção de risco dos investidores.
“O que estamos vendo é um aumento na busca por ativos de refúgio, o que se reflete nos ganhos do ouro e também nas perdas de ativos de risco, como ações”, segundo o analista da ActivTrades, Ricardo Evangelista à agência.
Após os ataques de EUA e Israel, o Irã bloqueou a passagem de navios-petroleiros pelo Estreito de Ormuz, um dos principais caminhos da commodity no mundo, o que aumentou o temor do mercado e fez os investidores olharem, cada vez mais, para esse ativo em tempos de instabilidade geopolítica.
Ouro em ritmo de valorização consistente
O ouro tem registrado valorização consistente ao longo do ano, sustentada por crises na política global e incertezas econômicas, além de compras robustas de bancos centrais e fluxos para fundos negociados em bolsa (ETFs, em inglês).
A situação permanece altamente incerta e a escalada alimenta ainda mais o otimismo nos mercados de ouro e prata, dando suporte aos preços e estabilidade a um portfólio em um momento de volatilidade acentuada nos mercados financeiros.
Já a platina caiu 0,3%, para US$ 2.358,33, enquanto o paládio avançou 0,6%, a US$ 1.797,47.
O BNP Paribas elevou recentemente sua previsão para o preço do ouro em 2026, agora estimando US$ 5.620 por onça, e projeta que os preços possam superar US$ 6.250 até o final do ano devido à persistente incerteza macroeconômica, conforme relatório divulgado pela Reuters.
Além disso, investidores seguem atentos à divulgação de dados econômicos dos EUA durante a semana, incluindo o relatório de emprego da ADP, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o relatório de folhas de pagamento não agrícolas, que podem reforçar a volatilidade nos mercados globais.
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