Ouro e prata sobem com foco na inflação dos EUA
O ouro e a prata ensaiavam uma recuperação nesta sexta-feira, 13, reagindo após atingirem os níveis mais baixos em quase uma semana na sessão anterior. À vista hoje, o ouro avançava 0,6%, a US$ 1.949,99 por onça, enquanto os contratos futuros nos Estados Unidos (EUA) para entrega em abril subiram 0,4%, para US$ 1.968.
No mercado da prata, o metal à vista registrou alta de 1,5%, atingindo US$ 76,31 por onça, depois de ter caído 11% na quinta-feira, 12. Apesar desta repercussão, ambos os metais seguem a caminho de fechar a semana em baixa, com perdas acumuladas de 0,2% para o ouro e 2,1% para a prata.
O movimento ocorre em um momento de cautela, com investidores aguardando a divulgação de dados fundamentais da inflação nos Estados Unidos, que serão divulgados nessa sexta e que devem oferecer pistas sobre os próximos passos da taxa de juros no país, segundo fontes ouvidas pela Reuters.
Metais preciosos: entenda a volatilidade
A liquidação de mercados acionários ontem intensificou, ainda, a recente volatilidade dos metais preciosos. Ontem o ouro caiu cerca de 3%. O analista sênior de mercado da Capital.com, Kyle Rodda, explicou à agência que os metais preciosos acompanharam a queda das ações e que o movimento não teve um catalisador macroeconômico.
Rodda ressaltou que, em um ambiente de volatilidade elevada, níveis de preços arredondados funcionam como indicadores de posicionamento de mercado. O cenário global também foi influenciado pelo recuo das ações asiáticas, em meio a preocupações com o setor de tecnologia.
Expectativa por dados de inflação e política do Fed
O foco central dos investidores agora reside nos indicadores de inflação dos EUA, que serão determinantes para a trajetória da política monetária do Federal Reserve (Fed). O mercado de metais preciosos é sensível às taxas de juros, uma vez que o ouro e a prata não geram rendimentos, tendendo a performar melhor em ambientes de juros baixos.
Dados do relatório de empregos dos EUA, Payroll, divulgados na quarta-feira, 11, mostraram que o mercado de trabalho norte-americano começou 2026 com uma força inesperada, o que sustenta a tese de que os formuladores de política podem manter as taxas elevadas por um período mais longo.
O mercado precifica dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros para 2026, com expectativa de que o primeiro ocorra em junho. Enquanto aguardam definições macroeconômicas, outros metais como a platina e o paládio apresentaram altas pontuais de 0,9% e 2,2%, respectivamente, embora estejam a caminho de perdas semanais.
No mercado físico da Índia, o ouro passou a ser negociado com desconto pela primeira vez em um mês, refletindo uma demanda enfraquecida diante da volatilidade dos preços, de acordo com especialistas consultados pela Reuters. O mercado chinês, por outro lado, contou com uma demanda forte às vésperas do Ano Novo Lunar.
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