Pacto Global da ONU apresenta novo conselho com liderança feminina da Aegea e do Itaú

Por Sofia Schuck 2 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Pacto Global da ONU apresenta novo conselho com liderança feminina da Aegea e do Itaú

O Pacto Global da ONU apresentou a nova composição de seu Conselho de Administração e mantém o protagonismo feminino na liderança, com a presidência e a vice-presidência novamente ocupadas por mulheres.

O anúncio foi feito durante o Fórum Ambição 2030, evento que reuniu 450 executivos para debater soluções concretas na década decisiva da agenda sustentável, nesta terça-feira, 2, no MASP, em São Paulo.

Ana Paula Carracedo, Diretora de Integridade da Aegea Saneamento, foi eleita presidente do conselho, enquanto a vice-presidência ficou com Luciana Nicola, Diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade do Itaú Unibanco.

A eleição ocorreu em 26 de maio e sucede a gestão de Rachel Maia, CEO da RM Consulting, e Ana Fontes, CEO da Rede Mulher Empreendedora, que ocupavam as cadeiras no ciclo anterior.

"A sustentabilidade corporativa exige cada vez mais a integração indissociável entre [grifar]governança robusta, ética, impacto social real e visão de longo prazo", afirmou Carracedo.

A nova presidente destacou ainda o compromisso de acelerar a mobilização do setor privado brasileiro no cumprimento urgente dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Para Luciana Nicola, o momento exige que as empresas assumam papel central na construção de soluções coletivas.

"Fazer parte deste conselho é uma oportunidade de fortalecer conexões e acelerar transformações positivas no país", disse.

Novo modelo de renovação

A eleição do conselho ocorre a cada três anos e, a partir deste ciclo, passa a adotar um modelo de renovação parcial dos assentos, em um mecanismo criado para garantir continuidade institucional.

Neste primeiro processo de transição, cinco membros foram eleitos com mandato até 2029 e outros quatro com mandato excepcional até 2028.

Além das duas líderes, o novo conselho reúne executivos de diferentes setores: Ana Lucia Pedro Fontes, do Instituto Rede Mulher Empreendedora; Gustavo Chiarini Bastos, da Nestlé Brasil; Juliana Maria da Silva, da Motiva; Lídia Freire Abdalla Nery, do Grupo Sabin; Ligia Maura Costa, da FGV EAESP; Maria Dulce Cardenuto, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; e Rodolfo Nardez Sirol, da CPFL Energia.

Para Guilherme Xavier, atual diretor executivo do Pacto Global da ONU, a composição reforça a pluralidade e o poder de influência da iniciativa.

"A chegada de duas mulheres à frente do conselho fortalece a capacidade do Pacto Global de articular lideranças empresariais comprometidas com uma agenda de desenvolvimento sustentável, inovação e impacto positivo para o Brasil", ressaltou.

O anúncio ocorre em um momento estratégico. Criado em 2003, o Pacto Global da ONU é hoje a segunda maior rede local do mundo, com mais de 2 mil participantes e mais de 60 projetos ativos nas áreas de clima, água, florestas, oceano, resíduos, agricultura, direitos humanos, trabalho e anticorrupção.

O Fórum Ambição 2030, que neste ano chega à quarta edição, tem como mote central fechar a lacuna entre o discurso e a transformação real dos negócios, uma tarefa que ganha ainda mais urgência com o Brasil à frente da presidência da COP30.

A programação também contou com a apresentação de novos compromissos empresariais e a publicação do relatório de resultados da iniciativa Ambição 2030, que mobiliza empresas em torno de metas climáticas e sociais.

"O Brasil tem todas as condições de ocupar posição estratégica nesse debate internacional", afirmou Xavier, para quem o setor privado tem protagonismo neste momento crítico da Agenda 2030.

1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)

2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)

3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)

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5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)

6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)

7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)

8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)

9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)

10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

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