Pagamento de trem no cartão de crédito supera 460 mil viagens por mês em SP
O uso de cartões de crédito e débito para pagar viagens de trem em São Paulo superou 700 mil transações no primeiro mês de operação nas estações, segundo dados da Autopass, que controla o sistema nas catracas.
No período de 19 de abril a 17 de maio, foram registrados 787.451 pagamentos via cartões de débito e crédito nas estações da CPTM, sendo 463.958 transações realizadas na função crédito (59%) e 323.493 no débito (41%).
Entre as linhas com maior utilização da funcionalidade, a Linha 10–Turquesa liderou o volume de transações, com 171.253 validações registradas no período.
A estação Brás concentrou o maior uso da tecnologia, somando 62.992 acessos por aproximação.
Embora elevado, o número ainda é pequeno perto do total de viagens. Em 2025, só as linhas da CPTM receberam 1,2 milhão de passageiros por dia útil.
Desde abril, 97 estações das linhas de trem de São Paulo, operadas pela CPTM, TicTrens e Motiva, passaram a contar com a possibilidade de pagamento com cartões bancários, por aproximação.
"A tendência é que a gente tenha na CPTM até o meio do ano e que, até o meio do terceiro trimestre, a gente já tenha também o sistema do metrô com 100% das catracas aceitando o sistema NFC", disse Bruno Berezin, CEO da Autopass, em entrevista à EXAME.
Berezin diz que o sistema que permite a mudança já está instalado em todas as catracas da rede ferroviária, e que a alteração depende apenas de decisão dos operadores.
"Está tudo pronto. É uma questão só agora de virar uma chavinha mesmo. Eu não tenho que mexer na lógica do bloqueio. Eu só preciso virar uma chave e aí passa a se aceitar a tecnologia NFC", diz.
O uso de cartões bancários para pagar o transporte já é usado há anos em várias cidades do mundo, como Nova York e Londres. No Rio de Janeiro, os cartões são aceitos em todas as estações do metrô e em parte das estações da Supervia.
Como usar o cartão de crédito e débito nos trens
Para fazer o pagamento, basta encostar cartões com a tecnologia contactless nas catracas. Não é preciso fazer recarga prévia, mas ter saldo na conta ou limite de crédito no cartão.
O valor cobrado é o mesmo da tarifa comum, R$ 5,40, e não há descontos por integrações, como os oferecidos pelo bilhete único.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: