País não sobrevive se metade das pessoas recebe cheque do governo, diz Stuhlberger
O sócio-fundador da Verde Asset, Luis Stuhlberger, afirma que o investidor estrangeiro não ignora o fato de que haverá eleições este ano, mas acredita que o movimento de diversificação supera qualquer aversão que o tema possa trazer no momento.
"Se a bolsa continuar assim, vai ser um tremendo sucesso no mercado de capitais. Provavelmente vai ter um monte de IPO, follow on, etc. Então eu acho que a gente ainda vai surfar, provavelmente um período muito bom", disse Stuhlberger
O gestor falou no CEO Conference, do BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME). Ele participou de painel com outros dois gestores de peso: André Jakurski, sócio-fundador da JGP, e Rogerio Xavier, sócio-fundador SPX Capital. André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG, mediou a conversa.
Por conta desse distanciamento, o estrangeiro pode até achar que um possível quarto mandato do presidente Lula "não vai ser tão ruim", diz Stuhlberger. Mas o gestor alerta para a maior dívida pública da história, que ultrapassou mais de 80% do Produto Interno Bruto (PIB).
Isso se soma a alta de taxa de juros a uma elevada carga tributária, aponta o gestor. Segundo ele, há pouco espaço para os gastos públicos continuarem crescendo.
"Metade do Brasil recebe um cheque do governo. São 102 milhões que recebem benefícios sociais e assistenciais, mais 12 milhões de funcionários públicos", explicou.
"Não tem como um país sobreviver com metade das pessoas recebendo um cheque do governo".
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: