Países do Oriente Médio se reúnem para discutir fim da guerra no Irã
Países do Oriente Médio realizaram neste domingo uma reunião diplomática para discutir caminhos para o fim da guerra no Irã, em um movimento que ocorre sem a participação direta das principais partes envolvidas no conflito.
Participaram da reunião representantes de Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia. Segundo o governo paquistanês, o objetivo foi avaliar a evolução da crise regional e alinhar posições sobre temas de interesse comum.
Os chanceleres Badr Abdellatty, do Egito, Hakan Fidan, da Turquia, e Faisal bin Farhan, da Arábia Saudita, também tiveram reuniões bilaterais com o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar.
O Paquistão tem ampliado sua atuação como intermediador entre Teerã e Washington, facilitando a troca de mensagens em meio à escalada da guerra. O país mantém relações históricas com o Irã e conexões estratégicas com países do Golfo, além de interlocução direta com o governo americano.
No sábado, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif afirmou ter conversado por mais de uma hora com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, detalhando os esforços diplomáticos em curso. Segundo o governo paquistanês, Teerã reconheceu o papel de Islamabad nas tentativas de mediação.
Tensões militares e negociações paralelas ampliam incerteza
Apesar dos canais diplomáticos, o cenário segue marcado por desconfiança entre as partes. O Irã evita reconhecer negociações diretas com os Estados Unidos, embora tenha enviado respostas a propostas americanas por meio do Paquistão.
Autoridades iranianas também elevaram o tom contra Washington. O presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou os EUA de combinarem discurso diplomático com preparação militar.
Segundo ele, há movimentação de tropas americanas na região, incluindo o envio recente de cerca de 5 mil fuzileiros navais ao Golfo Pérsico e reforço de embarcações militares.
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