Parceria da Zurich e rede Origens Brasil movimenta R$ 35 milhões com bioeconomia amazônica

Por Sofia Schuck 5 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Parceria da Zurich e rede Origens Brasil movimenta R$ 35 milhões com bioeconomia amazônica

*De Oriximiná, Pará

Às margens do Rio Erepecuru, no norte do Pará, os barcos ancorados na comunidade de Pancada representam mais do que meios de transporte: são sinônimo de transformação social. A região, no Baixo Amazonas, abriga um grande número de territórios quilombolas e indígenas que baseiam seu modo de vida na agricultura familiar e extrativismo sustentável.

A Pancada é uma das 414 comunidades beneficiadas pela parceria entre a seguradora Zurich e a Rede Origens Brasil, iniciativa que movimentou R$ 35 milhões na bioeconomia da Amazônia em cinco anos.

A cidade mais próxima é Oriximiná, conhecida como a "Princesa do Trombetas", o segundo maior município em área do estado e com forte economia na mineração de bauxita e na agropecuária. Para chegar até lá, a rota mais rápida é pelo terminal hidroviário de Santarém, de onde saem as embarcações. Se for de barco, a viagem dura cerca de 12 horas. De lancha rápida, até quatro.

Oriximiná é o segundo maior municipio do estado do Pará, ficando atrás apenas de Altamira. Foto: Leandro Fonseca (Leandro Fonseca/Exame)

Na Pancada, moram 37 famílias quilombolas e todas têm na castanha-do-pará sua principal fonte de renda, ativo natural abundante no território amazônico.

O maior gargalo é logístico: o acesso à cidade é exclusivamente fluvial e a viagem é longa para escoar os produtos da floresta. Da comunidade até os castanhais, é necessário andar 12 km até uma embarcação que enfrenta cachoeiras e um trajeto difícil pelo rio, que pode durar de 15 a 20 dias.

As canoas são pequenas e os gastos são altos: são necessários cerca de 50 litros de combustível para percorrer a distância.

"As canoas carregam 30, 40 cachos. Dá três ou quatro viagens e isso dificulta bastante. Muitas vezes acampamos lá", relata Nilde Souza dos Santos, coordenadora da comunidade em seu primeiro ano de mandato.

No terminal hidroviário de Santarém, embarcações partem rumo à Oriximiná. Foto: Leandro fonseca (Leandro Fonseca/Exame)

Após a árdua coleta, a próxima barreira é o mercado: levar o insumo para Oriximiná, onde tradicionalmente é vendido para os atravessadores a um valor muito abaixo do justo.

"Gostamos da aventura, mas muitas vezes não tínhamos nenhum lucro", conta Nilde. Seu sonho? Crescer.

Nilde está no primeiro mandato da coordenação da comunidade da Pancada que passa de gerações. Foto: Leandro fonseca (Leandro Fonseca /Exame)

E o projeto em curso faz os olhos de Nilde e de todos moradores brilharem pelas perspectivas: mais oportunidades e geração de renda. Isso significou melhores condições de vida, acesso a energia elétrica e até a compra de embarcações novas.

Onde antes havia apenaFs um gerador a diesel, hoje todas as casas têm painéis solares fornecidos pelo programa Mais Luz para Todos, iniciado em 2024.

A comunidade se reúne mensalmente no barracão comunitário para "discutir o futuro", tem escola fundamental até o terceiro ano, cozinha coletiva, área de lazer e até uma igreja católica onde rezam todo domingo.

Comunidade quilombola Pancada está situada no município de Oriximiná, no norte do Pará, especificamente na região da Calha Norte. Foto: Leandro fonseca (Leandro Fonseca /Exame)

Luiz Brasi, gerente da Rede Origens Brasil no Imaflora, destaca que um dos papéis da rede é trazer o setor privado para influenciar na cadeia produtiva no território, com "capital de giro e novos mecanismos financeiros".

O grande diferencial é adicionar ao comércio justo o pagamento por serviços ambientais. "No fim do dia, a missão é fazer com que a conta feche", disse.

Luiz Brasi do Imaflora acredita que o papel da rede é conectar o setor privado aos produtos da floresta. Foto: Leandro Fonseca. (Leandro Fonseca )

Os desafios locais

Os desafios para driblar no território são muitos: atividades de mineração de alto risco, logística, custos de produção elevados, falta de conectividade e o próprio sistema de atravessamento.

O preço da gasolina em Oriximiná chega a R$ 7, tornando qualquer deslocamento caro. Há também o conflito territorial: processos judiciais sobre posse de terra, seis títulos individuais identificados em área de titulação coletiva, tentativas de grilagem, e a presença da mineração de bauxita que impacta comunidades quilombolas na região desde 1979.

O escoamento de produtos para Oriximiná depende do transporte fluvial e a viagem é longa. Foto: Leandro Fonseca (Leandro Fonseca/Exame)

Dados de 2024 da Comissão Pró-Índio apontam 85 processos minerários incidentes em terras quilombolas, sendo 16 concessões da companhia de mineração Rio do Norte.

"Lutamos contra o garimpo querendo acabar com nossa riqueza que é a natureza, é um conflito. O pé da cachoeira é parada deles para se locomover e aí batemos de frente", desabafa Nilde.

Impacto da parceria

A transformação que Nilde e os outros moradores testemunham começou em 2021, quando a Fundação Zurich iniciou o apoio financeiro à Rede Origens Brasil.

De lá para cá, os números contam uma história de crescimento: a a comercialização saltou de R$ 12 milhões para R$ 35 milhões, um aumento de 191%. Já os número de produtores impactados mais que dobrou, passando de 2.225 para 5 mil — crescimento de 124%.

Por outro lado, as comunidades atendidas explodiram de 68 para 414 em toda a Amazônia, um salto de 508%. A rede cresceu de cinco para seis territórios, ampliou de 32 para 48 áreas protegidas (aumento de 50%) e hoje abrange 58 milhões de hectares, ante 49 milhões no início da parceria.

Mas a mudança mais estrutural foi na forma de comercializar. Antes reféns dos atravessadores, que ditavam os preços, as famílias quilombolas agora fazem parte de uma rede que conecta produtores a 41 empresas compradoras em todo o país.

Comunidade da Pancada enfrenta uma série de desafiosFoto: Leandro fonseca (Leandro Fonseca/Exame)

A Rede Origens Brasil funciona como uma ponte entre dois mundos: de um lado, comunidades isoladas que preservam floresta em pé; de outro, empresas que buscam produtos sustentáveis com rastreabilidade e impacto socioambiental positivo.

O resultado são mais de 20 produtos florestais que se transformam em mais de 100 itens com o selo de rede nas prateleiras de mercados e varejos.

"Para problemas complexos, soluções em rede", resume Brasi.

"Não é fácil operar em florestas, nas quais as comunidades coletam esses produtos, as associações dão suporte e aí vêm as empresas compradoras que praticam o comércio ético com transparência e diálogo para gerar renda, melhorar a qualidade de vida e manter o ativo florestal de pé", disse à EXAME.

A rede opera em seis territórios da Amazônia, conectando 91 associações e cooperativas. Em Oriximiná, a Coopaflora é a cooperativa fundada em 2019 com apenas 36 cooperados e hoje contempla 172 pessoas de três etnias diferentes, preservando 4 bilhões de hectares. E quem está à frente quer quebrar todos os padrões: Daiana Silva, mulher preta, é a atual presidente.

"Mostramos ao mundo que além de sermos uma cooperativa que quer transformar a forma como usamos a floresta, também somos resistência a todos os padrões impostos por uma sociedade", afirmou Daiana, que transformou a diretoria: hoje, 60% dos cargos são ocupados por mulheres.

Daiana da silva , presidenta da Coopaflora. Foto: Leandro fonseca (Leandro Fonseca /Exame)

"Eu era a única mulher, me sentia incomodada com tantos 'caciques'. Decidi mudar essa história", contou.

Ela conta que o grande diferencial da rede está na rastreabilidade. "O selo ajuda a contar a história e aumentar a visibilidade dos produtos. Quem não conhece uma terra indígena, consegue ver que tem alguém por trás", destacou Daiana. E o alcance já ultrapassa o mercado nacional:"Hoje conseguimos vender para o mundo", celebra.

Por que uma seguradora investe na Amazônia?

A resposta está nos eventos climáticos extremos que têm se multiplicado em escala pelo mundo. Para Sven Feistel, diretor financeiro da Zurich no Brasil, o investimento é estratégico, mas não é divulgado publicamente.

"As catástrofes estão aumentando e nós acreditamos que empoderamento local com as comunidades vai nos ajudar a manter a floresta viva e garantir sua saúde, contribuindo para combater as mudanças climáticas", disse à EXAME.

O raciocínio é simples: floresta preservada significa clima mais estável, o que reduz os riscos de eventos extremos e, consequentemente, os[grifar] "sinistros das seguradoras".

"Assim, os riscos climáticos podem ser mais controlados, o que tem impacto para as seguradoras com os danos que podemos observar", completou o executivo.

Agora, em 2026, a companhia começa a investir também localmente, pela operação brasileira. Nathalia Abreu, gerente executiva de Sustentabilidade na Zurich Brasil.

O foco agora está em aumentar o volume comercializado e não apenas o número de membros, através de um mecanismo inovador de "equalização de preços".

"Mesmo com a rede ajudando na precificação e remunerando os produtores da floresta, ainda assim há um 'gap' de preço. Este mecanismo quer catalisar esse recurso para remunerar esses produtos não só pelo preço, mas por exemplo pela quantidade de hectare preservada", explicou Natalhia.

Segundo a executiva, a ideia é funcionar como um pagamento de serviço ambiental, ainda em fase piloto e inicialmente com recursos exclusivos da Zurich.

"Será como um fundo, em um primeiro momento com montante fixo. Mas assim que conseguirmos testar, o próximo passo é abrir para outras empresas que queiram contribuir", revelou Nathalia.

"É um fator importante para inovação social e queremos que sirva de base para outras políticas públicas", complementou.

Bioeconomia na prática

No território, quem faz acontecer é Maria Farias, mais conhecida como Fafá, coordenadora de Bioeconomia do Imaflora pelo Programa Floresta do Valor, iniciativa que une o tripé da sustentabilidade: conecta a floresta aos povos, favorece as condições de vida nas comunidades e fortalece a conservação.

São duas frentes de atuação no Pará: em São Félix do Xingu, com sistemas agroflorestais para recuperar passivos ambientais; em Oriximiná, com extrativismo sustentável em áreas de floresta preservada.

"Aqui não há passivo ambiental, nós temos um ativo de floresta. Então nós apoiamos as pessoas que estão por trás das cadeias de sociobiodiversidade", explicou Fafá.

Maria Farias, coordenadora de economia do Imaflorana Floresta de Valor no estado do Pará. Foto: Leandro Fonseca (Leandro Fonseca )

Uma das conquistas dos últimos anos foi adentrar no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), política pública que repassa recursos federais a estados e municípios para garantir refeições saudáveis a alunos da rede pública de educação básica.

Quando começaram, eram apenas 7 produtos comercializados para a merenda escolar. Hoje, são 25 entregues pelo PNAE.

A castanha segue como carro-chefe, se posicionando como o segundo maior produto da bioeconomia da Amazônia, atrás apenas do açaí. Uma caixa da castanha em Oriximiná custa R$ 120, com preço médio de R$ 4 o quilo. Mas o cumaru vem ganhando espaço: com valor agregado alto, a semente in natura chega a R$ 90 o quilo.

A coleta da castanha e o extrativismo é feito pela comunidade da Pancada. Foto: Leandro Fonseca (Leandro Fonseca /Exame)

"Cumaru tem valor agregado alto, mas tem muito menos volume que a castanha. Então não é sobre preço, mas impacto nas famílias", pondera Daiana, da Copaflora.

A copaíba também encontrou mercado internacional: a empresa Clarity fechou o maior contrato até agora, com compra de 1 tonelada em 2026. A cooperativa comercializa ainda andiroba, pimenta e produtos da agricultura familiar, atendendo indústrias de alimentos, cosméticos e moda.

Mesmo com as adversidades pelo caminho, os moradores da comunidade se mostram otimistas com as transformações no território. Nilde conta estar muito feliz de fazer parte da coordenação que passa de gerações

"Passo a lidar com alguns desafios novos, mas hoje temos que enfrentar a realidade e me encaminho para o segundo ano de mandato", comemorou.

Seu sonho de crescer está cada vez mais próximo. Com a parceria entre Zurich e Rede Origens, a Pancada deixou de ser apenas mais uma comunidade isolada às margens do Erepecuru e é prova viva que é possível desenvolver a Amazônia mantendo a floresta em pé e com impacto social. Agora, os produtos da floresta vão mais longe: o lugar deles também é o mundo.

*A jornalista viajou a convite da Zurich Seguros

1/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Embarcação no Rio Amazonas)

2/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeirinhos navegando no Rio Amazonas)

3/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa - familia - criança Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Familia Ribeirinha no rio Amazonas)

4/30 Rio Amazonas - agro - criação - bufalo - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Criação de búfalos no rio Amazonas)

5/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casa de palafita no rio Amazonas)

6/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeirinhos no rio Amazonas)

7/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de palafita na margem do rio Amazonas)

8/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa - familia - criança Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeirinho navegando no rio Amazonas)

9/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa - familia - criança Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeironho acompanhado barco de turismo no rio Amazonas para pedir prendas)

10/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casa de Ribeiros nas margens do rio Amazonas)

11/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa - familia - criança Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeirinho no rio Amazonas)

12/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de Ribeirinhos nas margens do rio Amazonas)

13/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - canoa Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de Ribeirinhos nas margens do rio Amazonas)

14/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - barco - transporte Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Embarcação com turistas navegando no rio Amazonas)

15/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Criaçnao de bois na margem do rio Amazonas)

16/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Criaçnao de bois na margem do rio Amazonas)

17/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Lancha de transporte rápido de passageiros navegando no rio Amazonas)

18/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casa de Ribeirinho na margem do rio Amazonas)

19/30 Rio Amazonas - lancha - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Lancha no rio Amazonas)

20/30 Rio Amazonas - amazon gas - combustivel - barco amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Transporte de gás no rio Amazonas)

21/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de familias Ribeirinhas no rio Amazonas)

22/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de familias Ribeirinhas no rio Amazonas)

23/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casas de familias Ribeirinhas no rio Amazonas)

24/30 Rio Amazonas - barco hospital- amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Barco hospital navegando no rio Amazonas)

25/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Ribeirinhos navegando no Rio Amazonas)

26/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casa de Ribeirinho nas margens do rio Amazonas)

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29/30 Rio Amazonas - ribeirinhas - ribeirinhos - moradia - casas palafitas - amazonia - Foto: Leandro Fonseca Data: 02/07/2025 (Casa de Ribeirinho nas margens do rio Amazonas)

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