Páscoa mais cara muda consumo, mas 69% ainda compram chocolate
Mesmo com o aumento nos preços, o consumo de Páscoa deve se manter forte em 2026. Um levantamento do Google, em parceria com a Offerwise (painel de pesquisa de mercado), mostra que 69% dos brasileiros pretendem comprar chocolates, enquanto 79% avaliam que a data ficou mais cara nos últimos anos.
O relatório aponta que a solução encontrada pelas famílias não é esquecer a data festiva, mas sim consumir produtos alternativos e buscar os melhores preços.
“O consumidor está mais estratégico, mas a decisão final ainda fica concentrada na véspera, quando busca promoções e benefícios financeiros”, afirma Antonella Weyler, líder de Insights para o Varejo do Google.
Produtos baratos, saudáveis e artesanais ganham força
A principal adaptação ocorre na escolha dos produtos. Embora os ovos de Páscoa industrializados ainda liderem a intenção de compra (74%), o estudo mostra um avanço de alternativas mais acessíveis, indicando uma tentativa de manter o ritual de presentear sem comprometer o orçamento.
Outro dado que chama atenção é o crescimento do mercado artesanal. A intenção de compra de chocolates caseiros (49%) aparece em empate técnico com os produtos industrializados (50%). Segundo o estudo, a competitividade dos preços e a valorização da experiência personalizada refletem esse crescimento.
Além da adaptação ao orçamento, o Google aponta que termos relacionados a produtos zero açúcar, zero lactose e opções veganas apresentam crescimento nas buscas, indicando uma maior atenção a restrições alimentares e saúde.
Compra de última hora concentra disputa no varejo
Mesmo o consumidor estando mais preocupado com os valores, o momento da compra continua sendo na última hora. De acordo com o levantamento, 77% dos brasileiros devem pesquisar preços apenas nos dias que antecedem a Páscoa.
Esse comportamento tende a intensificar a disputa no varejo na reta final da data, com maior peso para promoções e disponibilidade de estoque. “As buscas crescem de forma acelerada na semana da Páscoa, e o desafio para marcas e varejistas é capturar essa demanda no momento exato”, diz Weyler.
Apesar do avanço do digital, o ponto físico segue predominante: 61% dos consumidores afirmam preferir comprar em lojas, principalmente pela fragilidade do produto e pela possibilidade de retirada imediata.
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