Petrobras aprova medida que neutraliza efeitos de preço do leilão de GLP

Por Mateus Omena 9 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Petrobras aprova medida que neutraliza efeitos de preço do leilão de GLP

A Petrobras aprovou nesta quarta-feira, 8, a neutralização dos impactos de preços gerados pelo leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) realizado em 31 de março de 2026.

A medida foi baseada em análises econômicas e de risco e considera o cenário de mercado classificado como excepcional, em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Também foram levadas em conta manifestações de órgãos de controle e regulação, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).

A decisão prevê a devolução, aos clientes, da diferença entre o Preço de Paridade de Importação (PPI) divulgado pela ANP para o período de 23 a 27 de março e os valores ofertados pelos distribuidores no leilão. A empresa informou que irá cumprir integralmente a entrega dos volumes contratados no certame, mantendo a regularidade do abastecimento no país.

GLP importado

A Petrobras também realiza avaliação sobre a adesão formal ao programa de subvenção ao GLP importado, instituído pela Medida Provisória Nº 1.349.

Petróleo tem alta com a pressão sobre Ormuz

O momento de incertezas no mercado em relação ao cessar-fogo temporário no Oriente Médio e ao futuro do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz fizeram os preços do petróleo subirem 4% nesta quinta-feira, 9, para US$ 98,53 por barril.

Os dados se referem aos contratos futuros do tipo Brent, mas os futuros do tipo West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, também subiram 3,7%, para US$ 98,36 o barril.

Investidores ouvidos pela agência Reuters afirmaram que hesitam em retirar 100% o prêmio de risco envolvendo a guerra no Irã, mesmo com o cessar-fogo temporário anunciado pelos EUA. Para eles, ainda não há clareza sobre as negociações entre os dois países, especialmente com o presidente Donald Trump ainda fazendo ameaças caso o fluxo do óleo não seja normalizado.

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