Petrobras freia alta do Ibovespa, com petróleo em baixa no exterior
O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, 4, mas longe das máximas do dia e com ganhos limitados pelo recuo das ações da Petrobras. O índice chegou a superar os 186 mil pontos pela manhã, embalado pela melhora do humor externo após a forte aversão a risco da véspera, mas perdeu força ao longo do pregão.
Por volta das 12h30 (horário de Brasília), o principal índice da B3 subia 0,65%, aos 184.291 pontos, abaixo da máxima intradiária, de mais de 186 mil pontos.
A recuperação parcial reflete um movimento de ajuste depois do tombo recente, em meio à tentativa dos investidores de avaliar os desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Parte da limitação dos ganhos vem do desempenho das ações da Petrobras. Os papéis ordinários (PETR3) recuavam 1,60%, enquanto as preferenciais (PETR4) caíam 1,83% no mesmo horário. Juntas, as ações respondem por quase 12% da composição do Ibovespa, o que amplia o impacto negativo sobre o índice.
O movimento acompanha a queda dos preços do petróleo no mercado internacional. O Brent, referência global, recuava 0,65%, a US$ 80,87, enquanto o WTI caía 0,86%, a US$ 73,92. A baixa também atingia outras empresas do setor, como a Brava Energia (BRAV3), que cedia 1,24%, e a Prio (PRIO3), com queda de 1,49%.
Conflito no Irã no centro
No radar, segue o noticiário geopolítico. Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país poderá garantir apólices de seguro e até escolta naval para navios que cruzam o Estreito de Ormuz, buscando assegurar o fluxo de exportações na região, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse à CNBC que Washington anunciará uma série de medidas para dar suporte ao comércio de petróleo no Golfo Pérsico.
A sinalização é de disposição para intervir caso as tensões ameacem o corredor energético, o que reduz parte dos prêmios de risco embutidos na commodity.
Apesar do peso negativo do setor de petróleo, o índice ainda sustentava maioria de altas. Apenas oito ações recuavam no momento, com a Raízen (RAIZ4) liderando as perdas, em queda superior a 4%.
No campo positivo, entre mais de 58 papéis em alta, destaque para o GPA (PCAR3), que avançava mais de 8% após a forte baixa da sessão anterior. Segundo a Bloomberg, a companhia contratou a Munhoz Advogados para negociar dívida e avaliar eventual recuperação extrajudicial; o grupo confirmou a contratação de assessoria, sem detalhar o nome da empresa.
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