Petróleo desaba até 16% com trégua entre EUA e Irã
O petróleo registrou forte queda nesta quarta-feira, 8, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Os preços recuaram entre 14% e 16%, com os contratos voltando para abaixo de US$ 100 por barril.
O WTI, referência nos Estados Unidos, caiu cerca de 15%, saindo de níveis acima de US$ 110 para a faixa de US$ 95–96. Já o Brent, referência global, recuou de cerca de US$ 108–110 para aproximadamente US$ 93–95, também em queda de dois dígitos.
O movimento reflete a redução do risco de interrupção na oferta global após o acordo temporário e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
Com o alívio das tensões, o mercado passou a retirar rapidamente o chamado “prêmio de guerra”, incorporado aos preços durante a escalada do conflito.
Menos prêmio de guerra, mais alívio na inflação
A queda do petróleo reduz pressões sobre a inflação global, especialmente em economias dependentes de energia importada.
O movimento também pode aliviar parte da pressão sobre bancos centrais como Federal Reserve (Fed) e Banco Central Europeu (BCE), ao diminuir o risco de um novo choque inflacionário ligado à energia.
No curto prazo, o recuo da commodity contribuiu para um ambiente de risk-on, com alta das bolsas e migração de investidores para ativos mais arriscados.
Preços ainda elevados no histórico recente
Apesar da queda acentuada, os preços permanecem acima dos níveis pré-conflito, quando o petróleo girava em torno de US$ 70 por barril.
Isso indica que parte das preocupações com oferta ainda permanece no radar dos investidores, especialmente diante de danos à infraestrutura energética e incertezas sobre a continuidade do acordo.
Analistas avaliam que a queda reflete, em grande parte, a devolução do prêmio de risco geopolítico acumulado nas últimas semanas.
A sustentabilidade do movimento depende da evolução do cessar-fogo e da retomada efetiva do fluxo de petróleo pela região.
O mercado também monitora dados de estoques, como os relatórios da API e da EIA, além de possíveis respostas da Opep+ diante da queda dos preços.
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