Petróleo desaba até 16% com trégua entre EUA e Irã

Por Tamires Vitorio 8 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Petróleo desaba até 16% com trégua entre EUA e Irã

O petróleo registrou forte queda nesta quarta-feira, 8, após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã. Os preços recuaram entre 14% e 16%, com os contratos voltando para abaixo de US$ 100 por barril.

O WTI, referência nos Estados Unidos, caiu cerca de 15%, saindo de níveis acima de US$ 110 para a faixa de US$ 95–96. Já o Brent, referência global, recuou de cerca de US$ 108–110 para aproximadamente US$ 93–95, também em queda de dois dígitos.

O movimento reflete a redução do risco de interrupção na oferta global após o acordo temporário e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.

Com o alívio das tensões, o mercado passou a retirar rapidamente o chamado “prêmio de guerra”, incorporado aos preços durante a escalada do conflito.

Menos prêmio de guerra, mais alívio na inflação

A queda do petróleo reduz pressões sobre a inflação global, especialmente em economias dependentes de energia importada.

O movimento também pode aliviar parte da pressão sobre bancos centrais como Federal Reserve (Fed) e Banco Central Europeu (BCE), ao diminuir o risco de um novo choque inflacionário ligado à energia.

No curto prazo, o recuo da commodity contribuiu para um ambiente de risk-on, com alta das bolsas e migração de investidores para ativos mais arriscados.

Preços ainda elevados no histórico recente

Apesar da queda acentuada, os preços permanecem acima dos níveis pré-conflito, quando o petróleo girava em torno de US$ 70 por barril.

Isso indica que parte das preocupações com oferta ainda permanece no radar dos investidores, especialmente diante de danos à infraestrutura energética e incertezas sobre a continuidade do acordo.

Analistas avaliam que a queda reflete, em grande parte, a devolução do prêmio de risco geopolítico acumulado nas últimas semanas.

A sustentabilidade do movimento depende da evolução do cessar-fogo e da retomada efetiva do fluxo de petróleo pela região.

O mercado também monitora dados de estoques, como os relatórios da API e da EIA, além de possíveis respostas da Opep+ diante da queda dos preços.

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