Petróleo vira e sobe após Trump ameaçar tomar setor petrolífero do Irã
Investidores reduziram o otimismo observado no mercado de petróleo no início desta quinta-feira, 11, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevar o tom contra o Irã e afirmar que o país atacará o regime iraniano "com muita força esta noite".
Em publicação nas redes sociais, Trump também declarou que os EUA pretendem assumir o controle da infraestrutura e dos mercados de petróleo e gás iranianos.
"Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera e assumiremos o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela", declarou Trump no Truth Social.
A nova ameaça reacendeu os temores de uma escalada no conflito no Oriente Médio e impulsionou os preços do petróleo. Mais cedo, os mercados chegaram a operar em clima de maior alívio, diante da expectativa de que as tensões permanecessem limitadas. No entanto, as declarações de Trump levaram investidores a reavaliar os riscos para a oferta global de energia.
O petróleo, que operava em queda durante a madrugada, inverteu o sinal e passou a subir. Por volta das 10h30, o contrato do WTI avançava 0,40%, a US$ 90,40 o barril, enquanto o Brent para agosto subia 0,17%, a US$ 93,27. Mais cedo, os ganhos chegaram a ser mais intensos, com o WTI a US$ 91,11 (+1,20%) e o Brent a US$ 93,83 (+0,78%).
A mudança de humor nos mercados reflete a preocupação de que uma intensificação do conflito possa afetar a produção e o fluxo de petróleo da região, elevando os riscos para a oferta global da commodity.
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