Por que a Apple recomprou US$ 700 bi em ações na gestão de Tim Cook

Por Ana Luiza Serrão 22 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Por que a Apple recomprou US$ 700 bi em ações na gestão de Tim Cook

A era de Tim Cook no comando da Apple, que se encerrará em setembro, deixará para o mercado financeiro um manual de como transformar inovação em uma máquina de retorno ao acionista.

O dado mais emblemático desse período é o programa de recompra de ações, que superou a marca de US$ 700 bilhões, consolidando-se como o maior da história corporativa dos Estados Unidos (EUA).

Ao reduzir o número de papéis disponíveis, a Apple conseguiu elevar o lucro por ação, visando ganhos mesmo em ciclos sem grande crescimento, conforme mostrou reportagem do Business Insider.

Afinal, quais foram as estratégias?

A publicação elencou cinco estratégias, que explicam como se deu o domínio da Apple no mercado de ações durante a era de Tim Cook, resumidas abaixo:

Cook herdou, com a saída de Steve Jobs, uma empresa avaliada em US$ 350 bilhões em 2011 e entrega ela com um valor de mercado próximo de US$ 4 trilhões. A companhia foi a primeira do mundo a atingir a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

A receita do braço de serviços, por exemplo, saltou de US$ 13 bilhões em 2012 para US$ 109 bilhões no último ano. Esse segmento, que engloba Apple Music e iCloud, oferece margens de lucro de 74%.

À Bloomberg, fontes comentaram que, enquanto Jobs preferia acumular reservas de caixa, Cook optou por uma gestão de capital agressiva, devolvendo valor via dividendos e recompras.

Como fica novo futuro da gestão

Além dos serviços, o desenvolvimento do setor de "wearables" do zero é outro pilar do sucesso econômico da companhia sob a gestão de Tim Cook. O negócio de Apple Watch e AirPods gera, hoje, cerca de US$ 36 bilhões anuais. O faturamento é superior ao valor de mercado de gigantes como United Airlines.

A sucessão para o novo CEO John Ternus ocorre em um momento de solidez financeira, na avaliação de analistas que acompanham a empresa. O desafio será manter a eficiência em meio à corrida da inteligência artificial (IA) e novas pressões regulatórias globais.

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