Por que Bad Bunny não recebeu cachê pelo show do Super Bowl? Entenda

Por Vanessa Loiola 9 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Por que Bad Bunny não recebeu cachê pelo show do Super Bowl? Entenda

O cantor porto-riquenho Bad Bunny foi o nome escolhido para o show do intervalo do Super Bowl 2026, disputado no último domingo, 8, entre Seattle Seahawks e New England Patriots. Mesmo sendo um dos espaços mais assistidos do entretenimento nos Estados Unidos, a apresentação não envolve pagamento de cachê por parte da NFL, seguindo uma política aplicada há décadas pela liga.

No modelo adotado pela organização, a NFL assume as despesas do espetáculo, como estrutura de palco, transporte, equipe técnica, efeitos e montagem. O artista, por sua vez, participa sem remuneração direta, apostando no alcance do evento como retorno.

O intervalo do Super Bowl costuma ter duração entre 12 e 15 minutos e funciona como vitrine global para a carreira de quem se apresenta.

A lógica contrasta com os valores que circulam na indústria musical. Bad Bunny, por exemplo, aparece entre os artistas com maior faturamento do mundo. De acordo com estimativa da Forbes, o cantor teve ganhos de US$ 66 milhões em 2025.

Quem paga o show do intervalo do Super Bowl?

A NFL não transfere cachê aos músicos, mas banca a produção completa do show. Isso inclui custos com cenografia, deslocamento, equipamentos, ensaios e logística, além de toda a operação necessária para montar e desmontar o palco em poucos minutos.

Como o Super Bowl costuma ter audiência acima de 100 milhões de espectadores, a apresentação é tratada como uma vitrine de alto impacto. O benefício para o artista é a exposição, que pode impulsionar o consumo de músicas, o interesse por novos projetos e o fortalecimento da imagem em mercados fora dos Estados Unidos.

Por que a NFL não paga cachê?

Além do retorno indireto para quem se apresenta, a liga justifica a regra com um princípio de prioridade: o jogo é o centro do evento. A organização considera que o intervalo deve complementar a final, e não competir com ela em importância.

Com isso, a NFL entende que o espaço funciona como promoção para os músicos, enquanto o evento esportivo mantém o protagonismo. A política se repete ano após ano e segue como padrão no maior espetáculo do futebol americano.

O show do intervalo do Super Bowl também se consolidou como uma das apresentações musicais mais assistidas do mundo. Nos últimos anos, algumas performances registraram audiências históricas, como Kendrick Lamar (2025), com 133,5 milhões de espectadores, Michael Jackson (1993), com 133,4 milhões, além de Usher (2024), com 123,4 milhões, Rihanna (2023), com 121 milhões, e Katy Perry (2015), com 118,5 milhões.

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