Por que o Rock in Rio vendeu lama para os fãs? Veja as lições de marketing do CEO do festival
Em uma jogada ousada e inusitada, o Rock in Rio decidiu vender pedaços da lama do evento de 1985, quando o festival teve sua primeira edição. Por 135 reais, fãs do evento puderam levar para casa um pedaço simbólico do terreno onde tudo começou, transformando a lama em um ícone de marketing.
A ideia surpreendeu muitos, mas demonstrou como o festival soube transformar algo simples em um produto desejável, criando uma conexão emocional com o público.
Essa e outras iniciativas criativas foram compartilhadas por Luis Justos, CEO da Rock World, durante o painel que ele comandou no CMO Summit, realizado em São Paulo nos dias 25 e 26 de março.
Justos detalhou como o Rock in Rio se tornou um dos maiores festivais do mundo, não apenas pela sua programação musical, mas pela capacidade de oferecer experiências imersivas e memoráveis para seu público.
Lições de marketing do Rock in Rio
A venda da lama de 1985 não foi apenas uma tentativa de gerar receita extra. Foi uma forma de criar uma conexão profunda com os fãs, transformando um pedaço de terra em um símbolo do festival.
“Vendemos lama, mas o que realmente estávamos vendendo era a memória do evento e a experiência que ele representa”, afirmou Justos. Essa estratégia mostrou como um evento pode se distanciar do produto físico e focar no que realmente importa para o público: as experiências que marcam suas vidas.
Luis Justos, CEO da Rock World, no CMO Summit
Experiência é o verdadeiro produto
Justos destacou como o Rock in Rio não se limita à venda de ingressos para shows, mas oferece uma experiência completa para o público. Um dos exemplos disso foi a criação do Rock in Rio Card, onde os fãs compram ingressos antes mesmo de saberem quem serão as atrações.
“Quando lançamos o Rock in Rio Card, vendemos a experiência do festival, não as bandas”, disse Justos. O sucesso dessa ação reflete o entendimento de que o valor de um evento está na imersão que ele proporciona, não apenas nas atrações musicais.
Inovação contínua e escuta ativa
Para Justos, ouvir o feedback dos fãs e da equipe é uma das principais fontes de inovação no Rock in Rio. Em suas palavras, a escuta ativa é fundamental para a evolução do festival. Cada edição é uma oportunidade de melhorar a experiência para o público, e o feedback é usado para criar novas formas de engajamento.
Justos também compartilhou como o Rock in Rio Club, um programa de adesão que garante acesso antecipado aos ingressos, é um exemplo de como o festival continua inovando e criando valor para seus fãs, mesmo sem saber quem se apresentará no futuro.
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