Preço dos alimentos no mundo sobe 2,4% por alta nas commodities
A alta da energia no mercado internacional, puxada pela guerra no Oriente Médio, começou atingir o preços dos alimentos ao redor do mundo.
Em março, o índice global da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) subiu para 128,5 pontos, com avanço de 2,4% no mês e leve alta na comparação anual.
O movimento não ficou concentrado em um único produto. A pressão atingiu desde grãos até proteínas e derivados.
O principal vetor dessa alta é o petróleo. Com a energia mais cara, cresce a demanda por biocombustíveis, o que muda o destino de várias commodities.
No Brasil, por exemplo, a cana pode ir mais para etanol do que para açúcar. Esse ajuste ajuda a explicar a forte alta do açúcar no mês. O mesmo vale para os óleos vegetais, que também ganharam força com a expectativa de maior uso na produção de energia.
Clima e oferta entram na conta
Além da energia, o cenário também é influenciado por questões de oferta. A seca nos Estados Unidos prejudica o trigo, enquanto o custo alto de insumos deve reduzir o plantio em outros países.
Nas carnes, o cenário é incerto. A bovina sobe com menor oferta, a suína acompanha a demanda europeia, e frango e carne ovina recuam com dificuldades logísticas, especialmente no Oriente Médio.
Para o próximo ano, a FAO projeta queda na produção global de trigo, enquanto o milho deve ter desempenho mais positivo, com boas safras em países como Brasil e Argentina.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: