Presidente de Cuba afirma que país está pronto para se defender dos EUA
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou neste sábado, 18, que o país não “busca guerra, mas tem a responsabilidade de se defender”, ao ser questionado sobre as ameaças de uma possível intervenção militar dos Estados Unidos.
“Cuba não busca guerra, mas temos a responsabilidade de nos defender diante das ameaças, para que não haja surpresa nem derrota”, destacou o presidente em declarações ao veículo de comunicação venezuelano Telesur.
Díaz-Canel reiterou que “está nas intenções do governo dos EUA” (uma invasão militar a Cuba) e disse que essas afirmações fazem parte de uma “campanha psicológica” que “tentam impor para intimidar o povo” cubano.
O líder cubano reafirmou, ainda, que o país insular não “promove nem estimula a guerra”, mas “haverá combate e disposição para defender o país”.
A retórica belicista se intensificou nas declarações da última semana procedentes de Havana e Washington, enquanto a situação dos diálogos bilaterais — se é que estão ocorrendo — ficou completamente ofuscada um mês após o anúncio do início dos contatos.
Diálogo é 'difícil, mas possível'
Díaz-Canel reconheceu, no entanto, que o diálogo entre os dois países é “difícil”, mas “possível” se ambos assumirem com “vontade e responsabilidade histórica”, com base nos princípios de “reciprocidade, respeito e igualdade”.
“O que ambos os povos merecem é que haja um espaço de entendimento que nos afaste do confronto. Poderíamos contribuir muito se encontrássemos a capacidade de construir uma relação civilizada entre dois países vizinhos com diferenças ideológicas, que podem ser superadas”, afirmou.
Cuba anunciou no último dia 13 de março que havia iniciado um “diálogo” com os EUA, mas indicou que este se encontrava em “fases iniciais” e “distante” de qualquer acordo. Havana reconheceu isso após semanas de pressão dos EUA sobre a ilha em busca de reformas econômicas e políticas (incluindo um bloqueio petrolífero).
Nesta semana, a imprensa americana revelou que o Pentágono está intensificando seus planos para uma possível intervenção militar em Cuba, mas que qualquer ação estava subordinada a ordens diretas de Trump.
O Departamento de Guerra dos EUA, em resposta a um pedido da Agência EFE, pediu que não se especulasse sobre “cenários hipotéticos” e indicou que as forças armadas preveem diversas contingências e “permanecem preparadas para executar as ordens do presidente”.
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