Pressão: é mais para acolher ou colocar força?
Acemoglu fala de um determinismo extremo: calor gera condições menos favoráveis e, assim, países subdesenvolvidos. Em alusão aos motivadores de plantão, que são precisos na injeção de noradrenalina: pressão não passa de um privilégio. Parece que a Terra e os hormônios estão alinhados.
Porém, nos negócios, a tal da inteligência emocional saiu do exoterismo para as bases da evolução e do sucesso. Digo por quem sentiu na pele. Fui trabalhando bastante meu desenvolvimento emocional, sem um roteiro ou destino claro, mais por necessidade e convicção do que por um capricho evolutivo. Foi um par de vales que, olhando, eram abissais e intransponíveis; dezenas de choques de consciência entre o que eu projetava e, no instante seguinte, aquele esquema se dissolvia e a ponte não era clara; momentos de mistura entre a epifania do “eureka” e o medo de um silêncio absoluto.
Ora agradeço o estofo criado, ora me amedronto pelo que está por vir.
E a pergunta que fica: qual a justa medida? Devo pegar a angústia e me jogar ou é hora de me ouvir e pedir ajuda? Essa régua me parece volúvel e multidimensional.
No fim, os grandes aprendizados vieram, sim, desses momentos. Me parece que assim sempre será. Como num ato de fé: vá, se jogue.
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