Príncipe da Arábia Saudita pressiona Trump para continuar guerra contra Irã, diz Jornal

Por Mateus Omena 25 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Príncipe da Arábia Saudita pressiona Trump para continuar guerra contra Irã, diz Jornal

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed bin Salman, tem defendido junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuidade da guerra contra o Irã, classificando o momento como uma “oportunidade histórica”.

A informação foi publicada pelo jornal americano The New York Times, nesta terça-feira, 24, com base em relatos de pessoas envolvidas nas negociações.

Segundo essas fontes, que teriam sido informadas por autoridades americanas sobre conversas recentes, o líder saudita pressiona pela derrubada do governo iraniano. De acordo com o relato, a avaliação é que a ameaça do Irã ao Golfo Pérsico só seria eliminada com a substituição do regime atual.

O cenário se intensificou após o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, então líder supremo do país. Desde então, integrantes da cúpula política, militar e de inteligência iraniana também foram mortos.

Apesar disso, a estrutura de poder em Teerã tem sido mantida. Entre os nomes apontados para continuidade está o aiatolá Mojtaba Khamenei, indicado como possível sucessor do pai no comando do país.

O entorno do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avalia como cenário possível um Irã enfraquecido internamente. Já a Arábia Saudita considera que um colapso institucional iraniano ainda representaria risco à segurança regional.

As autoridades sauditas negam oficialmente que haja pressão sobre os Estados Unidos. Em comunicado citado pela reportagem, o governo afirma: “O reino da Arábia Saudita sempre apoiou uma resolução pacífica deste conflito, inclusive antes de ele começar”, acrescentando que mantém diálogo contínuo com Washington.

O jornal The Washington Post informou que a decisão de Donald Trump de iniciar os ataques ocorreu após semanas de articulação por parte de Israel e da Arábia Saudita, segundo fontes com conhecimento do tema.

Nos últimos dias, o presidente americano sinalizou possibilidade de redução das tensões. Trump mencionou que negociações com o Irã geraram “pontos de acordo importantes” e decidiu adiar por cinco dias ataques a instalações energéticas iranianas.

O governo iraniano, por sua vez, nega a existência de negociações formais e reconhece apenas “contatos” entre as partes.

Fontes ouvidas pelas reportagens indicam que Mohamed bin Salman considera inadequada a sinalização de recuo por parte dos Estados Unidos e defende a continuidade dos ataques à infraestrutura energética iraniana, mesmo diante dos impactos sobre a economia global e as cadeias de suprimentos.

Divergências estratégicas marcam condução do conflito no Oriente Médio

A condução da guerra expõe diferenças entre aliados regionais dos Estados Unidos sobre os objetivos finais do conflito. Enquanto Israel avalia a possibilidade de enfraquecimento interno do Irã, a Arábia Saudita aponta para a necessidade de uma mudança estrutural no regime.

O debate ocorre em meio a impactos diretos no mercado internacional de energia, com reflexos nos preços do petróleo e no abastecimento global, em função dos ataques a infraestruturas estratégicas iranianas.

*Com informações da Agência EFE.

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