Processamento de soja no Brasil pode alcançar maior nível da história em 2026

Por César H. S. Rezende 22 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Processamento de soja no Brasil pode alcançar maior nível da história em 2026

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) revisou suas projeções para o complexo soja em 2026 e elevou as estimativas para o processamento doméstico do grão, refletindo o bom desempenho da safra e a demanda consistente por derivados. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 22.

Segundo a entidade, o esmagamento de soja no país deverá alcançar 63 milhões de toneladas em 2026, avanço de 0,8% em relação à projeção anterior.

A produção de farelo de soja está estimada em 48,6 milhões de toneladas, enquanto a de óleo de soja deve atingir 12,65 milhões de toneladas.

A revisão ocorre em um momento de ampla disponibilidade da commodity. A safra brasileira de soja está projetada em 180,25 milhões de toneladas, segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

As importações devem somar 900 mil toneladas de soja em grão e 125 mil toneladas de óleo de soja.

Exportação de soja

No mercado externo, a Abiove manteve uma perspectiva positiva para os embarques do complexo soja. As exportações de soja em grão estão estimadas em 114 milhões de toneladas em 2026.

Já os embarques de farelo devem alcançar 25 milhões de toneladas, volume 0,6% superior ao previsto anteriormente. Para o óleo de soja, a expectativa é de exportações de 1,65 milhão de toneladas, crescimento de 3,1% na comparação com a projeção anterior.

Somadas, as exportações do complexo soja devem gerar cerca de US$ 60 bilhões em receitas para o país.

Os números mais recentes também mostram que a indústria segue operando em ritmo elevado. Em abril de 2026, o processamento de soja totalizou 5,09 milhões de toneladas, alta de 6,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, o volume processado chegou a 18,124 milhões de toneladas, crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo a Abiove, o desempenho reflete a combinação entre uma safra recorde e a demanda firme pelos derivados da soja, tanto no mercado doméstico quanto no exterior.

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