Punido pela Fifa, México aposta na 'ola' contra gritos homofóbicos na Copa
A Federação Mexicana de Futebol lançou, na última quinta-feira, uma campanha contra gritos homofóbicos nos estádios durante a Copa do Mundo de 2026. A ação recebeu o nome de “A ola, sim, o grito, não”.
A campanha conta com a participação do ídolo Hugo Sánchez, do técnico Javier Aguirre e de outros jogadores da seleção mexicana que disputou a Copa de 1986, também realizada no México.
O objetivo é incentivar os torcedores a manterem a tradicional “ola”, que se popularizou durante o Mundial de 1986, mas sem entoar cânticos discriminatórios.
“A FMF apresenta uma nova campanha para incentivar o apoio nos estádios: #ALaOndaSimAoGritoNão. ‘A Ola’ é uma linda maneira de apoiar, que nos caracteriza como torcida desde 1986, como contam os jogadores da seleção daquele ano”, anunciou a federação.
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Histórico de discriminação
Nos últimos anos, torcedores mexicanos ficaram marcados pelo grito de “puto” direcionado ao goleiro adversário durante cobranças de tiro de meta.
Na Copa do Mundo de 2018, o México foi multado em 10 mil francos suíços (cerca de R$ 37,5 mil na cotação da época) após a estreia contra a Alemanha. A punição aconteceu apesar dos apelos feitos pela federação para que os torcedores evitassem os cânticos.
A situação voltou a ocorrer na Copa do Catar. Desta vez, a Fifa puniu a seleção mexicana em 100 mil francos suíços, valor equivalente a cerca de R$ 500 mil.
Em 2024, durante amistoso contra a seleção brasileira nos Estados Unidos, os gritos tiveram o goleiro Alisson como alvo. A partida foi paralisada aos 13 minutos do segundo tempo, e o telão do estádio exibiu uma mensagem pedindo que os torcedores mexicanos interrompessem as ofensas.
O México está no Grupo A da Copa do Mundo de 2026, ao lado de África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. A seleção fará a partida de abertura do torneio contra os sul-africanos no dia 11 de junho, no Estádio Azteca.
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