Putin diz que Rússia vai ampliar arsenal nuclear para superar escudos antimísseis

Por Estela Marconi 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Putin diz que Rússia vai ampliar arsenal nuclear para superar escudos antimísseis

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira, 13, que o país seguirá desenvolvendo seu potencial nuclear com o objetivo de superar sistemas antimísseis ocidentais atuais e futuros.

Segundo ele, a modernização das forças estratégicas é uma prioridade permanente da política de defesa russa.

“Sem dúvida, continuaremos modernizando e desenvolvendo nossas forças nucleares estratégicas, criando sistemas de mísseis com maior potência de combate, capazes de superar todos os sistemas de defesa antimísseis atuais e futuros”, disse Putin, de acordo com agências locais.

A declaração foi feita durante visita ao Instituto de Tecnologia Térmica de Moscou, responsável pelo desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais usados pela Rússia há décadas, como os sistemas Topol, Bulava e Yars.

No local, Putin também homenageou o projetista-chefe Yuri Solomonov e outros funcionários do instituto.

O presidente russo afirmou ainda que mísseis balísticos com carga convencional estão sendo usados de forma “eficaz” na guerra na Ucrânia e destacou o papel do instituto no fortalecimento da segurança nacional do país.

Nos últimos dias, Putin também voltou a destacar o míssil Sarmat, que classificou como “o sistema de mísseis mais potente do mundo” após testes recentes. Segundo o Kremlin, o equipamento teria alcance praticamente ilimitado e capacidade de neutralizar sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos.

O programa, no entanto, enfrenta atrasos. Segundo relatos da imprensa, testes anteriores fracassados adiaram sua entrada em operação, enquanto o diretor da fabricante Krasmash chegou a ser detido sob suspeita de corrupção.

Mesmo assim, o governo russo afirma que o Sarmat deve entrar em serviço até o fim do ano. A Rússia também já mobilizou armas nucleares táticas na Belarus, embora não tenha utilizado armamento nuclear na guerra da Ucrânia desde o início do conflito em 2022.

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