Quais empresas estão lucrando com a guerra no Irã?

Por Matheus Gonçalves 5 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Quais empresas estão lucrando com a guerra no Irã?

Os ataques conjuntos de Israel e dos EUA no Irã, iniciados no sábado, 3, iniciaram um conflito que já se alastra por grande parte do Oriente Médio. A força conjunta já ataca alvos no Líbano, enquanto o Irã retaliou com mísseis em Israel e em estados do Golfo, conforme o número de mortos atinge as centenas nos primeiros dias de guerra.

A operação já matou o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e outros membros sêniores de comando, arruinando uma economia já enfraquecida e levantando preocupações com o fluxo de mercadorias importantes, entre elas o petróleo, pelo vital estreito de Ormuz. Conforme diplomatas buscam um caminho para fora do conflito e as Nações Unidas pedem por moderação, certos atores estão se beneficiando com o conflito.

Entre eles, estão fabricantes de armas, grandes companhias de energia e empresas de inteligência artificial.

Empresas de defesa e de inteligência americanas

Avião de combate americano decola de porta-aviões (Ricardo Reyes / US Navy) (Ricardo Reyes / US Navy/Divulgação)

Talvez os maiores lucros sejam, sem surpresas, do mercado de armas e dos fabricantes de defesa americanas. Nomes como Lockheed Martin, o maior fornecedor de defesa do mundo por lucro, quebrou recordes na segunda, 2, em uma alta de mais de 4%, fechando o dia com ações a US$ 676,70.

A companhia é responsável por fabricar muitos dos veículos, armamentos e sistemas essenciais para a supremacia aérea na campanha iraniana, como os caças F-35 e os mísseis guiados de precisão Hellfire, utilizados nos ataques preliminares do conflito.

O choque positivo se alastra para outras empresas do tipo;

A empresa Northrop Grumman, conhecida por seus bombardeiros furtivos de alta tecnologia e por seus sistemas avançados de defesa contra mísseis, viu suas ações subirem 6% desde o início do conflito, fechando a segunda-feira com ações a 768,02 dólares.

Similarmente, a empresa RTX, antiga Raytheon, uma fornecedora tradicional para presidentes americanos que fabrica uma miríade de itens desde sistemas navais a mísseis e radares, cresceu 5%, fechando com uma alta de 210,65 dólares nas suas ações.

Além disso, investidores também observam os fabricantes europeus, conforme se espera uma participação da Otan no conflito. A alemã Renk e a italiana Leonardo também anunciaram crescimento, apesar de ser em uma escala menor do que as empresas americanas.

Paralelamente, as ações da empresa de IA Palantir Technologies, cujos produtos auxiliam em operações de inteligência, cresceram 7,97%, fechando a segunda com ações a 145,17 dólares. Todavia, devido às suas aplicações civis, o sentimento dos consumidores e investidores em relação ao papel da companhia em uma guerra cuja moralidade é considerada duvidosa por muitos americanos prevê uma eventual queda no valor das ações.

Empresas de energia

Petróleo: preço da commodity deve aumentar devido à guerra no Irã (makhnach/Freepik) (makhnach/Freepik)

Devido à localização geográfica sensível dessa guerra, que afeta algumas das maiores reservas de petróleo do mundo, empresas de energia também estão indo bem nos mercados. Com ameaças iranianas para fechar o Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas do mundo, pela qual cerca de 20% do petróleo mundial é transportado, empresas que fornecem a valiosa commodity em outros lugares viram crescimento em suas ações.

A empresa Brent Crude, uma petrolífera global sediada no noroeste da Europa que opera no Mar do Norte, viu um crescimento de 5,54% nas suas ações, fechando o dia de segunda com ações a 83,28 dólares, seu maior preço desde 2024. A petrolífera americana West Texas Intermediate viu um aumento de 5%, fechando o dia com ações a um valor de 76 dólares.

Simultaneamente, companhias integradas como ExxonMobil, Chevron, Occidental Petroleum e ConocoPhillips registraram ganhos levemente acima de 4%. Empresas europeias como Shell e TotalEnergies cresceram com números semelhantes.

Este movimento não afetou muito as ações da Petrobras, que fecharam a terça-feira, 3, com alta acumulada de 2,43% nos últimos cinco dias.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: