Quais são os maiores atacarejos do Nordeste e quanto eles faturam? Veja a lista
O Nordeste é hoje um dos mercados mais disputados do varejo alimentar brasileiro.
A região concentra algumas das maiores redes de atacarejo do país, e um consumidor que sente de forma mais intensa as pressões do endividamento e da inflação. Em 2025, os canais frequentados por público de menor renda recuaram em volume, enquanto o atacarejo avançou 8,8%, segundo dados da NielsenIQ. A equação explica por que o formato segue se expandindo na região.
O Nordeste tem dois representantes no ranking ABAAS 2026, levantamento elaborado pela NielsenIQ com dados de faturamento de 2025: o Grupo Mateus, com sede no Maranhão, e o Novo Mateus, com sede em Pernambuco. Os dois somam mais de 56 bilhões de reais em faturamento, uma fatia expressiva dos 360 bilhões de reais movimentados pelas 24 redes associadas à ABAAS no ano.
O ranking ABAAS 2026, divulgado em abril deste ano pela NielsenIQ em parceria com a Associação Brasileira de Atacadistas e Supermercadistas, é o levantamento mais amplo já feito sobre o setor. O Grupo Mateus aparece em terceiro lugar no ranking nacional, com 43,6 bilhões de reais, 302 lojas e 72 mil funcionários — números que o colocam entre os gigantes do varejo brasileiro, muito além das fronteiras do Nordeste.
O ambiente para as redes da região, porém, é cada vez mais complexo. O consumo das famílias brasileiras cresceu apenas 1,3% em 2025, e o quarto trimestre registrou crescimento zero. A fatia do orçamento destinada ao abastecimento do lar caiu de 23,2% para 21,9% entre 2023 e 2025, segundo a NielsenIQ. No Nordeste, onde a renda média é menor e o endividamento mais alto, esse aperto é sentido com mais força.
Quais são os maiores atacarejos do Nordeste
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