Quais são os maiores supermercados de Minas Gerais? Veja quanto eles faturam
O setor supermercadista mineiro opera em escala e diversidade difíceis de ignorar. Em um cenário nacional onde o faturamento das redes ultrapassou R$ 1,145 trilhão em 2025, equivalente a 9,02% do PIB do Brasil, Minas Gerais aparece como o terceiro maior estado em volume de receita supermercadista, com as dez maiores redes somando R$ 80,6 bilhões.
O Ranking ABRAS 2026, realizado em parceria com a NielsenIQ, documenta esse avanço em um ambiente de consumo mais cauteloso, onde a busca por preço e eficiência tem redefinido modelos de operação. Com cerca de 9 milhões de trabalhadores no setor e mais de 439 mil lojas em todo o país, o varejo alimentar segue como pilar da economia e do abastecimento.
Em Minas, a disputa pelo topo é marcada pela força de redes de capital mineiro que cresceram organicamente e hoje figuram entre as principais do Brasil — com três delas no top 15 nacional.
A força do atacarejo pressiona as redes tradicionais a se reposicionarem. Em Minas, onde o perfil do consumidor varia bastante entre as diferentes regiões, as redes enfrentam o desafio de equilibrar preço baixo com rentabilidade em um ambiente de custos elevados — especialmente em logística e energia.
Programas de fidelidade, marcas próprias e digitalização da jornada de compra têm sido as principais ferramentas das redes para manter relevância. O crescimento deve vir cada vez mais da eficiência operacional e da diversificação de canais do que da abertura acelerada de novas lojas.
Os 10 maiores supermercados de Minas Gerais
O Supermercados BH encabeça o ranking estadual com faturamento de R$ 25,72 bilhões em 2025, posicionando-se em 4º lugar no ranking nacional. A rede, referência no varejo mineiro há décadas, combina presença capilar na Grande BH com expansão para outras regiões do estado.
Na segunda posição, o Mart Minas Atacado e Varejo & Dom Atacadista registrou R$ 12,55 bilhões, ocupando o 10º lugar no país. O modelo de atacarejo tem se mostrado um dos mais resilientes em momentos de pressão sobre o consumo, atraindo tanto o consumidor final quanto o pequeno comerciante.
O Martins Comércio e Serviços de Distribuição fechou o pódio com R$ 11,81 bilhões e 11ª posição nacional, mantendo sua relevância histórica como distribuidora e operador varejista de alcance nacional com raízes em Uberlândia.
Na sequência, DMA Distribuidora (R$ 8,91 bilhões, 14º nacional), Grupo ABC (R$ 5,54 bilhões) e Grupo Supernosso (R$ 5,11 bilhões) compõem um pelotão competitivo que confirma a profundidade do mercado mineiro. Confira o ranking completo:
Faturamento 2025
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