Qual é o impacto da Guerra no Irã no Ibovespa hoje
Os conflitos no Oriente Médio continuam fazendo preço no mercado brasileiro de ações. Nesta terça-feira, 10, a queda expressiva no preço do barril do petróleo no mercado internacional penaliza a segunda empresa de maior peso do Ibovespa: a Petrobras. Tanto as ações preferências (PETR4), as mais negociadas, quanto as ordinárias (PETR3) operam em baixa de quase 1%. Isso não impede o índice de se recuperar parcialmente de tombos recentes e se reaproximar do patamar dos 184 mil pontos.
O movimento positivo para o mercado de ações começou ontem, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída”.
Às 13h23 (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 avançava 1,64%, aos 183.875 pontos, distanciando-se da mínima do dia de 180.692 pontos. Em paralelo, o dólar, que abriu em alta frente ao real, passou a cair 0,26%, cotado a R$ 5,15.
O movimento da bolsa brasileira é acompanhado pelo desempenho positivo das ações nos Estados Unidos, que abriram em queda, mas viraram para o positivo. o índice Dow Jones subia 0,42%, em movimento semelhante ao do S&P 500, que avançava 0,32%. A Nasdaq também registrava variação positiva de 0,56%.
Petróleo em queda com declarações de Trump
Em paralelo, os preços do petróleo, que vinham em forte alta recentemente, voltaram a recuar. O tipo Brent, referência mundial, recuava mais de 10%, com o barril cotado a US$ 88,30. Já o WTI, mais usado nos EUA, também anotava perda de quase 12%, com o barril a US$ 83,82.
Com o recuo da commodity, as petroleiras apresentam desempenho misto. As ações ordinárias da Brava Energia (BRAV3) e da Petrobras (PETR3) têm ligeira alta de 0,36% e 0,26%, respectivamente. Já as preferencias da estatal (PETR4) recuam 0,39%. Os papéis da Prio (PRIO3) também caem às vésperas da divulgação do balanço de 4° trimestre de 2025.
A geopolítica segue como pano de fundo para os mercados globais, especialmente após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a guerra contra o Irã pode estar próxima do fim.
Em entrevista à emissora CBS News, Trump afirmou que o conflito está “praticamente concluído” e que as operações militares avançaram mais rápido do que o previsto.
Segundo o presidente, os Estados Unidos estariam “muito à frente” do prazo inicialmente estimado para o fim da ofensiva. Ele também afirmou que a estrutura militar iraniana sofreu perdas significativas após os bombardeios, dizendo que o país não teria mais Marinha, comunicações ou Força Aérea operacionais.
Na noite de ontem, o presidente norte-americano reforçou os comentários de que a ofensiva militar poderia terminar em breve no Irã, destacando que os EUA estão "alcançando grandes avanços rumo à conclusão de nosso objetivo militar".
Em uma coletiva de imprensa em seu clube de golfe perto de Miami, o republicano também disse que o foco é "manter o fluxo de energia e petróleo para o mundo”.HOje, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que será "o dia de ataques mais intensos dentro do Irã".
Entretanto, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, escreveu em uma postagem no X, antigo Twitter, que o país do Oriente Médio não está buscando um cessar-fogo, de acordo com uma tradução.
A Guarda Revolucionária Islâmica também afirmou que caberá ao Irã determinar quando a guerra chegará ao fim, segundo relatos da mídia estatal iraniana.
Ao mesmo tempo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou durante a madrugada que os ataques ainda não terminaram e que a operação militar continua com o objetivo de enfraquecer a liderança clerical iraniana.
Com sinais contraditórios vindos dos dois lados do conflito, o cenário para os mercados permanece marcado por elevada incerteza.
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