Quantos países têm armas nucleares? Veja o cenário global em meio à guerra no Irã

Por Mateus Omena 3 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Quantos países têm armas nucleares? Veja o cenário global em meio à guerra no Irã

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã intensificou não apenas o cenário político no Oriente Médio, como também um debate global sobre programas nucleares e os riscos do uso dessa fonte de energia.

Há anos, Washington pressiona o governo de Teerã sobre suas iniciativas com energia nuclear, especialmente pela possibilidade de usá-la para fins militares, diante da rivalidade do país com Israel. Os atritos se agravaram desde o retorno de Donald Trump à presidência dos EUA e resultaram em uma nova onda de ataques no Oriente Médio.

Quantas armas nucleares existem no mundo?

No planta, existem cerca de 12.500 armas nucleares ativas, segundo estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU). O dado expõe a distância entre o estoque atual e o objetivo histórico de desarmamento nuclear.

Apesar de iniciativas diplomáticas e tratados multilaterais ao longo das últimas décadas, o ritmo de redução dos arsenais tem sido alvo de questionamentos por parte de representantes internacionais.

Além do atual impasse sobre o programa nuclear iraniano, o governo dos Estados Unidos também já foi questionado sobre suas ações. Em outubro de 2025, Donald Trump anunciou que o país iniciaria testes com armas nucleares, em resposta às mesmas iniciativas adotadas pela Rússia e China.

Na época, a movimentação dos EUA também ocorreu em meio às declarações da Coreia do Norte. Em setembro, o país asiático afirmou que sua condição de Estado com armas nucleares é irreversível. O posicionamento foi reiterado pelo líder Kim Jong-un, que descartou negociações sobre desnuclearização, segundo a mídia estatal.

Pyongyang classificou a pressão dos EUA pela desnuclearização como interferência em assuntos internos e definiu seu programa nuclear como instrumento de defesa diante de ameaças externas. Desde 2006,  a Coreia do Norte realizou ao menos seis testes nucleares e, em 2022, aprovou lei que formaliza sua política nuclear.

Distribuição global dos Arsenais nucleares entre países

Os números sobre estoques variam de acordo com a metodologia adotada por centros de pesquisa e organizações internacionais. Dados da Nuclear Threat Initiative, organização dedicada à redução de ameaças nucleares e biológicas, indicam a seguinte distribuição entre os países com maior número de ogivas confirmadas:

A Rússia concentra 1.822 ogivas implantadas e um total estimado de 5.580 armas, quando consideradas ogivas armazenadas ou aguardando desmantelamento. O país também possui 521 mísseis balísticos intercontinentais, conhecidos como ICBMs, além de mísseis lançados por submarinos, os SLBMs, e ogivas destinadas a bombardeiros estratégicos.

Estados Unidos

Os EUA mantêm 1.679 ogivas implantadas. O total pode chegar a 5.328 unidades quando incluídas ogivas não operacionais.

A China possui cerca de 600 ogivas nucleares e aproximadamente 134 ICBMs com capacidade nuclear.

O arsenal francês é estimado em 290 ogivas.

Reino Unido

O Reino Unido possui aproximadamente 225 ogivas nucleares.

O país sul-asiático mantém cerca de 170 ogivas.

A Índia possui aproximadamente 160 ogivas nucleares.

Países com capacidade ou programas não confirmados

Segundo a emissora americana CNN, especialistas estimam que Israel possua cerca de 90 armas nucleares, embora o país não confirme oficialmente.

Coreia do Norte

Além dos testes nucleares realizados desde 2006, estimativas indicam que o país detenha entre 35 e 65 ogivas. Em 2017, o regime afirmou ter testado com sucesso um míssil balístico intercontinental.

O acordo nuclear firmado em 2015 previa limites ao programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que o Irã elevou o enriquecimento de urânio a 60% de pureza, nível próximo aos cerca de 90% associados a armamentos.

Países ocidentais sustentam que tal percentual não se justifica para fins civis, enquanto Teerã afirma que seu programa tem finalidade pacífica.

SAIBA MAIS SOBRE A GUERRA NO IRÃ

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: