Quem é Sarpreet Singh? Meia da Nova Zelândia entra para a história da Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 ganhou mais um capítulo histórico nesta semana. O meio-campista Sarpreet Singh, da Nova Zelândia, tornou-se o primeiro jogador de ascendência indiana a iniciar uma partida como titular no torneio.
O feito aconteceu no empate por 2 a 2 entre Nova Zelândia e Irã, pela primeira rodada do Grupo G. Escalado pelo técnico Darren Bazeley, o camisa 10 começou entre os titulares e permaneceu em campo até os minutos finais do confronto.
Nascido em Auckland, Sarpreet é filho de pais de origem punjabi e, aos 27 anos, realizou sua estreia em Copas do Mundo, justamente alcançando uma marca inédita para atletas com raízes indianas.
Família celebra conquista histórica
A presença de Sarpreet entre os titulares foi motivo de orgulho para familiares e pessoas próximas. Sukhchain Singh, amigo do avô do jogador, revelou ao The Telegraph a emoção ao receber a notícia da convocação.
Segundo ele, a informação chegou por meio da mãe do atleta e rapidamente se espalhou entre amigos e conhecidos. Desde então, a família tem recebido diversas mensagens parabenizando o jogador pela conquista.
Outro atleta de origem indiana também estreia no torneio
A marca alcançada por Sarpreet aconteceu apenas dois dias após outro jogador com ascendência indiana fazer sua estreia em Copas do Mundo.
O australiano Nishan Velupillay entrou em campo na vitória da Austrália por 2 a 0 sobre a Turquia. O atacante de 25 anos começou a partida no banco de reservas e foi acionado durante o segundo tempo.
Nascido em Melbourne, Velupillay possui mãe anglo-indiana e pai malaio de origem tâmil do Sri Lanka.
Dhorasoo havia sido o pioneiro em Copas
Antes da atual edição do Mundial, o francês Vikash Dhorasoo era o único jogador de ascendência indiana a ter atuado em partidas de Copa do Mundo.
Integrante da seleção francesa vice-campeã em 2006, Dhorasoo participou de dois jogos na fase de grupos daquele torneio, entrando nos minutos finais dos confrontos contra Suíça e Coreia do Sul.
Apesar da importância histórica, suas participações foram breves, o que torna o feito de Sarpreet ainda mais significativo por ter começado uma partida como titular.
Passagem pela Índia e experiência no futebol europeu
A ligação de Sarpreet com a Índia vai além de suas origens familiares. Em 2018, ele disputou a Copa Intercontinental, realizada em Mumbai, defendendo uma equipe de desenvolvimento da Nova Zelândia.
Durante a competição, marcou um gol contra o Quênia e contribuiu com duas assistências na vitória sobre a própria Índia. Os anfitriões acabaram conquistando o título, enquanto os neozelandeses terminaram na terceira colocação.
No ano seguinte, o meia alcançou outro marco importante ao se tornar o primeiro jogador de origem indiana a atuar na Bundesliga. Contratado pelo Bayern de Munique, estreou na elite do futebol alemão em 2019.
Posteriormente, também defendeu equipes em Portugal e na Sérvia antes de retornar ao Wellington Phoenix por empréstimo nesta temporada.
Recuperação e vaga na Copa
Uma lesão sofrida em fevereiro afastou Sarpreet dos gramados por cerca de dois meses. Após retornar em abril, ele recuperou espaço e garantiu presença na lista final da Nova Zelândia para a Copa do Mundo.
Até o início do torneio, o meio-campista acumulava 24 partidas e três gols pela seleção principal, além de participações nas Copas do Mundo Sub-20 de 2017 e 2019.
Além de Sarpreet e Velupillay, outros jogadores com ascendência indiana também integram elencos presentes na Copa do Mundo de 2026.
Um deles é Tahsin Mohammed Jamshid, do Catar, nascido em Doha e filho de pais indianos que emigraram para o país árabe. Outro é Samuel Moutoussamy, da República Democrática do Congo, que possui ascendência indiana por parte da família paterna.
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