Quem são os 3% de eleitores que devem decidir a eleição, segundo a CEO do Ideia

Por André Martins 7 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Quem são os 3% de eleitores que devem decidir a eleição, segundo a CEO do Ideia

A eleição presidencial de 2026 deve ser decidida por uma pequena parcela do eleitorado que vive nas franjas das grandes cidades do Sudeste e não possui identificação partidária consolidada.

A avaliação é de Cila Schulman, CEO do Instituto Ideia, que aponta esse grupo como o principal alvo das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo a pesquisadora, o Brasil segue dividido entre dois grandes polos políticos, mas o resultado da disputa não dependerá necessariamente dos eleitores mais engajados ideologicamente.

“Quem vai decidir de fato essa eleição são 3% do eleitorado que são apartidários, que vivem nas franjas das grandes capitais do Sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte”, afirmou Schulman durante participação no programa Eleições em Pauta, da EXAME.

Para ela, trata-se de um eleitorado que costuma avaliar os governos a partir de resultados concretos e questões ligadas ao cotidiano, como emprego, renda, segurança e acesso a serviços públicos.

“É um eleitorado que quer resultados. Não é um eleitorado que está nessa discussão ideológica e nessa briga de rede social”, disse.

A análise ajuda a explicar por que campanhas presidenciais costumam concentrar esforços em regiões metropolitanas populosas, especialmente no Sudeste, onde se encontra uma parcela significativa dos eleitores indecisos e menos vinculados a partidos políticos.

Nas últimas semanas, Flávio passou dois dias em Minas Gerais, enquanto Lula tem concentrado entregas nos estados do Sudeste.

O presidente Lula busca recuperar popularidade com programas de estímulo à renda e ao crédito, enquanto Flávio e outros nomes da direita tentam consolidar um discurso capaz de reunir eleitores descontentes com o governo federal.

Apesar das discussões sobre uma terceira via ou uma alternativa ao bolsonarismo, Schulman avalia que a disputa permanece organizada em torno de dois grandes campos políticos.

“O Brasil se divide entre esses dois polos até aqui”, afirmou.

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