Randoncorp corta emissões, zera aterros industriais e dobra mulheres na liderança
ESG e inovação se retroalimentam na Randoncorp. Há décadas, a companhia de soluções e tecnologias para mobilidade mantém esforços concentrados em conectar eficiência industrial e descarbonização, frente que ganhou forma nos últimos anos com a consolidação de suas metas públicas ambientais, sociais e de governança.
Para que esses compromissos não fiquem restritos a uma área, a empresa criou uma estrutura que os distribui por diferentes níveis: um comitê de sustentabilidade, uma diretoria dedicada ao tema e equipes multidisciplinares atuam nas cinco verticais de negócios, tornando a pauta uma responsabilidade compartilhada entre operações, estratégia e inovação.
Em 2025, o empenho se materializou em investimentos voltados principalmente para a gestão ambiental e a redução de emissões. A empresa destinou 38,6 milhões de reais para a modernização das Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), alcançando a meta de reutilizar 100% do efluente tratado nas operações. Na Frasle Mobility, marca do grupo focada em materiais automotivos, uma nova subestação de energia em Joinville (SC) eliminou o uso de geradores e evitou a emissão de 2.400 toneladas de CO2.
A descarbonização também orienta o desenvolvimento de novos produtos. No último ano, a Randoncorp aportou cerca de 200 milhões de reais em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com projetos ligados à eficiência energética e à mobilidade de baixo carbono. Um dos destaques foi a implantação de uma caldeira verde na principal planta de fricção da Frasle, em Caxias do Sul (RS), que diminuiu as emissões da unidade em 60%. O projeto, de 17 milhões de reais, substituiu o gás natural por resíduos florestais para fornecer calor aos processos da fábrica.
No campo social e de resíduos, a companhia zerou a destinação para aterros industriais e dobrou a presença feminina em cargos de liderança, de 11% para 22%. Em 2026, aderiu ao First Movers Coalition (FMC), iniciativa global voltada para o estímulo do uso de alumínio de baixo carbono na manufatura.
Para Daniel Randon, CEO da Randoncorp, a pergunta não é mais se sustentabilidade faz parte do negócio, mas como avançar mais rápido. “O que permite essa evolução constante é garantir que essa temática oriente ações em toda a companhia”, afirma. Para os próximos meses, o foco está em aprofundar o monitoramento de impactos climáticos e alinhar os relatórios de sustentabilidade aos padrões internacionais.
“Nossa visão é desenvolver soluções que façam sentido para as pessoas, para o planeta e para o negócio”, diz Randon.
DESTAQUE DO SETOR
O aumento da demanda energética pressiona diretamente o setor em que a Hitachi opera, especializada em climatização, energia e tecnologia. A resposta da companhia está no desenvolvimento de soluções capazes de tornar a infraestrutura elétrica mais eficiente e menos intensiva em CO2.
Um exemplo concreto veio do Brasil: a empresa desenvolveu o primeiro reator de alta tensão isolado a óleo vegetal da América Latina, substituindo o fluido fóssil tradicional por uma alternativa renovável e biodegradável. A meta é alcançar a neutralidade de carbono nas fábricas e nos escritórios até 2030 e em toda a cadeia de valor até 2050.
Para isso, a companhia trabalha com planos de redução de emissões e circularidade dos produtos. “Seguimos com um portfólio que apoia nossos clientes na transição energética. E vamos continuar avançando”, afirma Glauco Freitas, presidente da Hitachi Energy no Brasil.
Na fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, dona de marcas como Brastemp e Consul, a agenda ESG se organiza em três frentes: desenvolver produtos mais eficientes, reduzir emissões na operação e ampliar a circularidade de refrigeradores, lavadoras e outros itens ao fim da vida útil. “Melhorar a vida em casa é nosso propósito. E é a partir dele que integramos inovação tecnológica e responsabilidade social”, diz Douglas Reis, diretor Jurídico, Assuntos Regulatórios e ESG da empresa para a América Latina.
No Brasil, a companhia compensou 100% do consumo de energia das operações e investiu mais de 500 milhões de reais em P&D nos últimos cinco anos. Em 2025, foram lançados 13 produtos com foco em eficiência, incluindo sistemas Inverter, compressores otimizados e sensores com inteligência artificial. Para 2026, a fabricante prevê atualizar 75% das linhas e lançar mais de 35 produtos.
A logística reversa também avança: a meta é oferecer coleta gratuita de grandes eletrodomésticos em todos os municípios e ampliar para mais de 17.000 os pontos de descarte para itens de até 30 quilos.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: